- Processo em Los Angeles envolve Meta e YouTube; K.G.M., 19 anos, afirma vício em redes desde os 10, com depressão e pensamentos suicidas; TikTok e Snapchat já fecharam acordos.
- Ação, com duração prevista de seis a oito semanas, sustenta que as plataformas usaram rolagem infinita, reprodução automática e recomendações para maximizar engajamento de jovens; mais de quarenta procuradores-gerais estaduais também processam a Meta.
- Governos anunciam medidas: Austrália proibiu menores de 16 anos em serviços de redes; França pretende liberar lei para proibir uso por menores de 15; no Brasil, proibição de smartphones em escolas desde janeiro de 2025 tem mostrado melhoria na concentração e desempenho.
- Debate em torno de restrição versus educação; estudos indicam que ficar sem celular pode aumentar ansiedade e pressão arterial em curto prazo, mas detox de sete dias pode elevar bem-estar em pessoas com depressão leve a moderada.
- Movimentos e mercado: Appstinence, liderança de jovens para reduzir uso, ganha apoio; vendas de dumbphones devem alcançar US$ 2,8 bilhões até 2033, impulsionadas pela Geração Z.
A geração em risco impulsiona reação global contra os impactos das telas. Governos, tribunais e educadores respondem aos efeitos do uso intenso de redes sociais entre jovens. O caso envolvendo Meta e YouTube tramita em Los Angeles, com um júri a decidir responsabilidades.
A disputa concentra-se em K.G.M., jovem de 19 anos que afirma ter ficado viciada em redes sociais desde os 10, com depressão e pensamentos suicidas. TikTok e Snapchat já assinaram acordos. O processo pode durar de seis a oito semanas.
Além da ação de estado, mais de 40 procuradores-gerais questionam a Meta por questões relacionadas. Enquanto isso, países discutem restrições legais para menores de idade no uso de plataformas de socialização digital.
Na Austrália, menores de 16 já não podem usar os principais serviços. Na França, há proposta de proibir o uso por crianças abaixo de 15 anos. O Brasil aponta resultados de uma proibição nacional de smartphones em escolas desde janeiro de 2025.
A resposta global envolve dilemas entre restrição e educação, controle e autonomia. Enquanto tribunais avaliam a responsabilidade das empresas, governos promovem regras e famílias discutem limites diários.
O que acontece quando o celular some, é questionado por pesquisadores. Estudos mostram aumento de ansiedade e sinais vitais alterados em quem fica sem o aparelho. A abstinência pode durar dias, com descontrole emocional segundo avaliações.
Por outro lado, resultados positivos vêm quando há regulação do uso. Em alguns casos, bem-estar mental registra melhora após períodos de detox digital. A discussão também envolve novos formatos de consumo e adoção de tecnologias de forma consciente.
Movimentos jovens ganham espaço, como o Appstinence, criado por uma estudante de Harvard para incentivar reavaliação do vínculo com o smartphone. O método propõe etapas para reduzir dependência e busca adesão entre a Geração Z.
Mercado acompanha mudança de comportamento: as vendas de dumbphones devem crescer, atingindo bilhões de dólares até 2033, impulsionadas por jovens que reconhecem impactos da relação com telas. Marcas como Punkt e HMD lideram esse movimento.
Autores defendem caminhos diferentes. Enquanto alguns defendem banimento, outros enfatizam educação digital e alfabetização midiática. Líderes acadêmicos defendem ensino de competências digitais para leitura crítica de conteúdos.
Especialistas destacam que o aprendizado sobre uso responsável envolve pais, professores e gestores públicos. A alfabetização midiática é proposta como ferramenta para reduzir desinformação, manipulação e dependência de plataformas.
A narrativa atual aponta para uma encruzilhada: tribunais avaliam responsabilidades, governos adotam diretrizes e famílias ajustam rotinas. A ciência mostra impactos reais, e o debate segue em aberto, sem soluções únicas.
Por fim, o caminho pode combinar restrições, educação e monitoramento responsável. A resposta global não ignora riscos, mas busca equilibrar autonomia e proteção para jovens diante das telas.
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