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PMDD está arruinando minha vida; como buscar ajuda

PMDD, pouco reconhecido, é diagnosticado recentemente e provoca impacto severo mensal; reforça necessidade de tratamento multidisciplinar e apoio social

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Illustration: Alex Mellon/The Guardian
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  • Uma mulher de 32 anos foi diagnosticada com transtorno disfórico pré-menstrual (PMDD), que afeta várias áreas da vida mensalmente, com piora na fase lútea, incluindo irritabilidade, depressão, “nublamento mental” e ideação suicida.
  • Mesmo com terapia semanal, suplementação e um estilo de vida saudável, os sintomas ficam intensos na fase lútea e podem inviabilizar trabalho, relacionamentos e atividades sociais.
  • O PMDD é pouco reconhecido e pesquisado; estima-se que entre 1% e 3% das mulheres possa ter a condição, que pode ocorrer em qualquer momento da vida fértil.
  • Especialista destaca que o problema não é um desequilíbrio hormonal externo, mas a reação do cérebro à queda de progesterona, levando a irritabilidade, ansiedade, depressão e impulsividade; tratamentos incluem dieta balanceada, exercício, terapia cognitivo-comportamental e apoio entre pares, sem prescrições específicas neste texto.
  • É recomendado buscar apoio de pessoas de confiança, e consultar organizações de apoio e informações, como o site da International Association for Premenstrual Disorders (iapmd.org), além de contatos de linhas de apoio em diferentes países.

PMDD: doença descrita recentemente como transtorno, impacta a vida de mulheres e ainda é pouco conhecida. A reportagem aborda o que é, quem envolve, quando afeta e quais caminhos de tratamento existem.

A matéria traz o relato de uma mulher de 32 anos que recebeu o diagnóstico recentemente. Ela descreve semanas de irritabilidade, neblina mental e, em episódios graves, depressão e ideação suicida. Mantém terapia semanal e hábitos saudáveis, mas as dificuldades persistem durante a fase lútea.

Segundo a médica psiquiatra Drª Sophie Behrman, que passou a atender pacientes em Oxford, estima-se que 1% a 3% das mulheres apresentem PMDD em algum momento da vida reprodutiva. A condição é classificada como transtorno mental ligado à sensibilidade do cérebro a variações hormonais.

Behrman explica que o gatilho não é um desequilíbrio hormonal, mas a reação cerebral à queda de progesterona antes da menstruação. Os sintomas costumam incluir irritabilidade, ansiedade, depressão e impulsividade durante a fase lútea.

A especialista relata que já há evidências de benefícios de uma dieta baseada em alimentos de verdade e de exercícios regulares. Suplementos podem auxiliar, mas não há recomendação única para todos. Em caso de persistência, é indicado retornar ao médico para explorar opções adicionais.

Apoio e informações

A publicação destaca a importância do apoio entre pares e do diagnóstico já feito, que facilita o encaminhamento para tratamentos específicos. Entrevistas apontam que pacientes podem se beneficiar de terapia cognitivo-comportamental.

Sites especializados citados ajudam a ampliar o entendimento sobre PMDD. O texto também ressalta que compartilhar a condição com pessoas de confiança pode ampliar o roteiro de suporte social, sem rotular ou julgar.

Para quem busca ajuda, existem serviços de crise em diferentes países. No Reino Unido e Irlanda, o Samaritans atende via 116 123 ou pelos e-mails jo@samaritans.org. Nos EUA, o 988 oferece linha direta, chat e outras opções. Na Austrália, o Lifeline funciona pelo 13 11 14. Contatos internacionais são encontrados em serviços de apoio.

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