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Dados oficiais comprovam que a arte faz bem à saúde

Estudos de coorte com dezenas de milhares indicam que engajar-se ativamente com as artes reduz depressão e melhora saúde física, com potencial impacto econômico

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Actively engaging with art (such as creative art therapy, above), can help you live longer, calm you down and ward off senility and depression
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  • Estudos de coorte com dezenas de milhares de pessoas mostram que engajar-se ativamente com a arte pode trazer benefícios à saúde física e mental, ajudando a viver mais e a reduzir depressão.
  • A pesquisadora Daisy Fancourt, professora da University College London, consolidou a credibilidade estatística ao analisar grandes estudos longitudinais com dados médicos, psicológicos, educacionais e de estilo de vida.
  • Na English Longitudinal Study of Aging, iniciado em 2002, entre 2.148 pessoas sem depressão recente, as que participaram de atividades culturais tiveram depressão em metade do ritmo daquelas sem participação (35% contra 23%).
  • Além de reduzir depressão, a participação artística pode baixar pressão arterial, acalmar ataques de pânico e PTSD, ajudar na memória e na recuperação de doenças, com evidências de respostas físicas ao engajamento com arte.
  • O livro Art Cure, de Fancourt, defende engajamento ativo com arte como estratégia de saúde; a Organização Mundial da Saúde apoia o estudo e a demanda por políticas públicas que valorizem a arte para a saúde.

Duas a três parágrafos introdutórios apresentam que evidências de coortes de grande escala mostram benefícios da participação ativa em atividades artísticas para a saúde, segundo a pesquisadora Daisy Fancourt, professora na University College London. O estudo aponta que dados históricos, coletados ao longo de décadas, ajudam a confirmar efeitos positivos.

Fancourt utilizou grandes coortes com informações médicas, psicológicas, educação e estilo de vida. Ela identificou entre 2.148 participantes de uma amostra de 12.099 idosos ingleses quem não tinha depressão recente e observou que atividades culturais reduziram o risco de depressão ao longo de dez anos. O resultado mostrou 35% de depressão no grupo culturalmente inativo vs 23% no ativo.

Desde então, a pesquisadora ampliou o conjunto de dados, com estudos da Finlândia à China, fortalecendo a teoria de que artes beneficiam a saúde física e mental. Entre os impactos citados estão redução da depressão, maior longevidade, queda da pressão arterial e melhoria de resposta a situações estressantes.

Evidência expandida sobre os resultados

Experimentos com imaging cerebral, ressonância e amostras de saliva ajudam a entender os mecanismos. Níveis de cortisol sob estresse caem, enquanto a dopamina aumenta, favorecendo a memória. Um estudo recente do King’s College London avaliou 50 voluntários que observaram obras de Van Gogh e Gauguin, com respostas físicas mais marcantes nas obras originais.

A autora afirma que o envolvimento ativo, como ouvir música, atuar, desenhar ou observar obras com atenção, é mais eficaz do que apenas consumo passivo de conteúdo artístico. Questionamentos sobre a eficácia de assistir às artes pela tela ainda dependem de evidências adicionais.

Implicações para políticas e saúde

O livro Art Cure: The Science of How the Arts Transform Our Health será lançado pela Cornerstone Press. A autora recomenda maior participação em atividades artísticas como estratégia de saúde pública, ao lado de investimentos em educação artística. Ela ressalta que cortes de orçamento para as artes contrastam com potenciais economias em serviços de saúde.

A recomendação coincide com o apoio da Organização Mundial da Saúde, que desde 2019 incentiva pesquisas sobre arte e saúde. Em setembro, a Semana da Arte e da Saúde em Nova York reforçou a necessidade de políticas públicas que integrem cultura e bem-estar.

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