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Fadiga constante pode indicar problemas sérios no sono e na saúde geral

Quase 20% das mulheres podem ter apneia do sono, mas a maioria não sabe. Sintomas sutis dificultam o diagnóstico e aumentam riscos à saúde.

Sua fadiga constante é realmente um sinal desse distúrbio comum do sono? (Foto: Getty Images)
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  • Quase uma em cada cinco mulheres pode ter apneia do sono, mas noventa por cento não estão cientes da condição.
  • A apneia do sono é frequentemente associada a homens mais velhos e com sobrepeso, resultando em um subdiagnóstico entre mulheres.
  • Os sintomas em mulheres incluem fadiga, irritabilidade e dores de cabeça, ao contrário dos roncos altos comuns nos homens.
  • As flutuações hormonais, especialmente durante a menstruação e a menopausa, podem agravar os sintomas.
  • A falta de diagnóstico pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares e cognitivos, tornando essencial a avaliação médica para mulheres com sintomas.

Apneia do Sono em Mulheres: Um Problema Subdiagnosticado

Estudos recentes indicam que quase uma em cada cinco mulheres pode ter apneia do sono, mas 90% não estão cientes da condição. Tradicionalmente, a apneia é associada a homens mais velhos e com sobrepeso, levando a um subdiagnóstico significativo entre as mulheres, que apresentam sintomas mais sutis.

Os sinais de apneia do sono em mulheres incluem fadiga, irritabilidade e dores de cabeça, em vez do ronco alto e pausas na respiração frequentemente observados nos homens. A psicóloga do sono Shelby Harris explica que a percepção errônea de que a apneia é uma “doença masculina” contribui para essa falta de diagnóstico. A primeira pesquisa sobre o distúrbio foi realizada em homens, e as mulheres só foram incluídas em estudos a partir de 1933.

Diferenças nos Sintomas

As mulheres tendem a relatar despertares frequentes e sono agitado, enquanto os homens podem ter episódios de apneia mais uniformes durante a noite. A médica Christine Won destaca que as flutuações hormonais, como as que ocorrem durante a menstruação e a menopausa, podem influenciar a manifestação da apneia. Durante a menopausa, a queda nos níveis de estrogênio e progesterona pode aumentar a gravidade dos sintomas.

Além disso, as ferramentas de triagem atuais, como o questionário STOP-Bang, não são adequadas para capturar a condição em mulheres, pois foram desenvolvidas com base em dados masculinos. Isso resulta em diagnósticos imprecisos, já que as mulheres podem ter apneias predominantemente durante o sono REM, que representa apenas uma fração do tempo total de sono.

Riscos à Saúde

A falta de diagnóstico não só resulta em fadiga e irritabilidade, mas também aumenta o risco de problemas cardiovasculares e cognitivos. A médica Andrea Matsumura alerta que episódios de apneia podem desencadear a liberação de hormônios que estressam o coração, elevando a pressão arterial e aumentando a probabilidade de eventos como ataques cardíacos e derrames.

É crucial que as mulheres que se sentem constantemente cansadas ou inquietas busquem avaliação médica. Conversar com um profissional sobre a possibilidade de apneia do sono pode ser um passo importante para identificar a condição e iniciar o tratamento adequado.

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