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Mais da metade dos postos de saúde do Brasil conta com apenas um médico

Censo de 2025 aponta que 60,1% das Unidades Básicas de Saúde precisam de reformas e 1.724 estão sem médicos, principalmente no Nordeste.

Unidade Básica de Saúde 19, em São Sebastião, Brasília, tem apenas um médico — Foto: Brenno Carvalho
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O Censo das Unidades Básicas de Saúde de 2025 mostrou que a maioria das unidades de saúde no Brasil enfrenta problemas sérios. Das 44,9 mil unidades, 59,3% têm apenas um médico e 60,1% precisam de reformas. Além disso, 1.724 unidades não têm médicos, principalmente no Nordeste. A situação é preocupante, pois 88,4% das unidades contam com apenas uma equipe de Saúde da Família, que inclui um médico, um enfermeiro e agentes comunitários. Um exemplo é a UBS 19 de São Sebastião, no Distrito Federal, que atende cerca de 5 mil pessoas, mas suspende consultas quando o único médico falta. A infraestrutura das unidades também é precária, com mais da metade precisando de reformas e 57% sem oxigênio, que é essencial para emergências. Apenas 19,7% realizam a inserção de DIU, um método contraceptivo importante. O governo anunciou um programa para realizar 135 obras até 2025 e distribuir 10 mil kits de equipamentos. A qualificação dos médicos na atenção básica é vista como uma solução para melhorar o atendimento, e o governo também está focado em parcerias com hospitais particulares para aliviar a demanda.

Enquanto o governo federal busca melhorar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), o Censo das Unidades Básicas de Saúde de 2025 revela desafios significativos. O levantamento, realizado entre junho e setembro de 2024, indica que 59,3% das 44,9 mil unidades em funcionamento têm apenas um médico. Além disso, 60,1% das unidades necessitam de reformas, e 1.724 não contam com médicos, com a maioria localizada no Nordeste.

A rede de atenção básica, que é a porta de entrada do SUS, enfrenta problemas estruturais que impactam diretamente a qualidade do atendimento. Cerca de 88,4% das unidades possuem apenas uma equipe de Saúde da Família, composta por médico, enfermeiro e agentes comunitários. Um exemplo é a UBS 19 de São Sebastião, no Distrito Federal, que atende aproximadamente 5 mil pessoas. Funcionários relatam que, durante ausências do único médico, as consultas são suspensas, forçando pacientes a buscar atendimento em outras unidades.

Desafios Estruturais

O censo também destaca a precariedade da infraestrutura das UBS. Mais da metade das unidades (60,1%) precisa de reformas, e 57% não possuem oxigênio, essencial para procedimentos de emergência. Apenas 19,7% das unidades realizam a inserção de DIU, um procedimento importante para o acesso a métodos contraceptivos. O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Fabiano Guimarães, enfatiza que a presença de uma equipe por unidade é positiva, mas alerta para os riscos de ter apenas um médico em locais com alta demanda.

O Ministério da Saúde anunciou que o programa Novo PAC Saúde prevê 135 obras até o final de 2025 e a distribuição de 10 mil kits com equipamentos para fortalecer a estrutura das unidades. Luiz Facchini, coordenador do censo e pesquisador da Abrasco, ressalta que os dados são cruciais para orientar gestores municipais e apoiar estados e a União.

Capacitação e Especialização

A qualificação dos médicos na atenção básica é vista como uma solução para melhorar o fluxo de atendimento. Guimarães argumenta que profissionais especializados em Medicina de Família e Comunidade podem reduzir o número de encaminhamentos para especialistas, o que ajudaria a diminuir as filas no SUS. O governo também está focado no programa Agora Tem Especialistas, que busca parcerias com hospitais particulares e a criação de carretas de atendimento para aliviar a demanda até o final do próximo ano.

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