- Em 2024, 59,4% das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) no Brasil operaram com apenas um médico.
- O censo revelou que 1.724 UBSs não têm médicos e 1.491 não têm enfermeiros.
- A maioria das UBSs com apenas um médico está na região Nordeste, enquanto o Sudeste concentra as unidades com quatro ou mais médicos.
- O programa Mais Médicos, que conta com 25 mil profissionais, tem contribuído para a expansão do atendimento na atenção primária.
- O censo, realizado entre 3 de junho e 30 de setembro de 2024, indicou que 60,4% das UBSs precisam de reforma ou ampliação.
Cerca de 59,4% das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) no Brasil funcionaram com apenas um médico em 2024, segundo o Censo Nacional das UBS, do Ministério da Saúde. Além disso, 65,8% das unidades contaram com apenas um enfermeiro. O levantamento revelou que 1.724 UBSs não têm médicos e 1.491 não possuem enfermeiros, evidenciando a necessidade de reforma em 60,4% das unidades.
A maioria das UBSs com apenas um médico está localizada na região Nordeste, com 13.702 unidades. Em contrapartida, o Sudeste concentra as UBSs que têm quatro ou mais médicos. O ministério destacou que a expansão do atendimento médico na atenção primária foi impulsionada pela retomada do programa Mais Médicos, que atualmente conta com 25 mil profissionais em atividade.
O censo, realizado entre 3 de junho e 30 de setembro de 2024, utilizou um questionário com 141 questões e uma plataforma eletrônica para coleta de dados. A atenção primária é fundamental, pois representa o primeiro contato do paciente com o Sistema Único de Saúde (SUS), abrangendo atendimentos nas UBSs, hospitais e estratégias de saúde da família.
Embora a maioria das UBSs esteja em prédios próprios, 60,4% delas precisam de reforma ou ampliação. Apenas 21% das unidades possuem sala para coleta de exames laboratoriais, e 44,7% não têm geladeira exclusiva para vacinas. Especialistas apontam que o fortalecimento da atenção primária é crucial para melhorar a qualidade de vida da população.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a conexão entre o programa Mais Médicos e o fortalecimento da atenção primária, enfatizando que 60% dos médicos nas áreas de alta vulnerabilidade social são oriundos do programa. A atuação integrada dos profissionais, por meio de prontuários eletrônicos, visa reduzir o tempo de espera e facilitar o acesso a atendimentos especializados no SUS.
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