Marion Nestle, uma nutricionista americana de 88 anos, continua a influenciar o debate sobre nutrição e política alimentar. Ela é conhecida pelo livro “Food Politics”, que critica a influência da indústria alimentícia nas escolhas das pessoas e na saúde pública. Nestle afirma que as empresas criam um ambiente que favorece o consumo excessivo, dificultando hábitos saudáveis. Em uma entrevista, ela disse que a responsabilidade individual é ofuscada por um sistema que prioriza o lucro, e expressou frustração com a culpa atribuída às mães pela obesidade infantil. Apesar de ter se aposentado em 2017, ela ainda é professora emérita na Universidade de Nova York, publica livros e mantém um blog sobre políticas alimentares. Nestle elogia as diretrizes alimentares do Brasil, considerando-as inovadoras, especialmente na proteção das crianças contra a publicidade de alimentos ultraprocessados. Ela também critica o financiamento corporativo de pesquisas sobre nutrição, comparando a indústria alimentícia à indústria do tabaco. Para ela, as recomendações de uma alimentação saudável continuam as mesmas, destacando a importância de evitar alimentos ultraprocessados e ter uma dieta variada. Com mais de 130 mil seguidores na rede social X, ela defende que comer deve ser um prazer e não uma fonte de estresse.
Marion Nestle, nutricionista americana de 88 anos, continua influente no debate sobre nutrição e política alimentar. Conhecida por seu livro “Food Politics”, lançado em 2002, ela critica a influência da indústria alimentícia nas escolhas alimentares e na saúde pública. Nestle argumenta que as empresas criam um ambiente que favorece o consumo excessivo, dificultando a adoção de hábitos saudáveis.
Em entrevista à BBC News Brasil, ela destacou que a responsabilidade individual é ofuscada por um sistema que prioriza o lucro. “Tentar comer de forma saudável nesse contexto significa que você está enfrentando sozinho todo o sistema alimentar”, afirmou. Sua frustração com a abordagem que coloca a culpa nas mães para a obesidade infantil a motivou a escrever “Food Politics”, onde revela como o marketing de junk food afeta as crianças.
Nestle, que se aposentou em 2017, mantém seu papel como professora emérita na Universidade de Nova York e continua a publicar livros e manter um blog sobre políticas alimentares. Ela elogia as diretrizes alimentares do Brasil, considerando-as as mais inovadoras do mundo, especialmente no que diz respeito à proteção das crianças contra a publicidade de alimentos ultraprocessados.
A nutricionista também critica o financiamento corporativo de pesquisas sobre nutrição, comparando a indústria alimentícia à indústria tabagista. “As empresas de alimentos semeiam dúvidas sobre estudos desfavoráveis e fazem lobby para proteger seus interesses”, disse. Para Nestle, as recomendações básicas de uma alimentação saudável permanecem as mesmas, enfatizando a importância de evitar alimentos ultraprocessados e priorizar uma dieta variada.
Com mais de 130 mil seguidores na rede social X, ela continua a ser uma referência no campo da nutrição, defendendo que a alimentação deve ser um prazer e não uma fonte de estresse.
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