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Sabesp reconhece lançamento de esgoto sem tratamento no Rio Tietê

Sabesp despeja esgoto sem tratamento no Rio Tietê, levantando preocupações ambientais e de saúde pública na Zona Norte de São Paulo.

Tubulação da Sabesp. (Foto: Reprodução/ TV Globo)
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A Sabesp está despejando 216 milhões de litros de esgoto sem tratamento por dia no Rio Tietê, na Zona Norte de São Paulo, devido ao rompimento de uma tubulação na Marginal Tietê, que causou afundamentos na pista e a interdição da via. O despejo acontece entre as pistas local e central, em frente à Avenida Engenheiro Caetano Álvares. Imagens mostram um líquido escuro sendo lançado de tubulações conectadas a bombas. Um engenheiro da Sabesp alerta que essa ação pode ser um crime ambiental, pois interrompe o fluxo de esgoto de bairros que normalmente são tratados em Barueri. O problema começou há mais de um mês, e a Sabesp decidiu bombear os dejetos para o Córrego Mandaqui para evitar transbordamentos. A companhia afirma que essa foi a única solução técnica viável para o momento. A CETESB, que não foi avisada sobre o despejo, fez uma vistoria e prometeu notificar a Sabesp. A cratera na Marginal Tietê, que surgiu em abril, já levou a interdições e reparos, mas ainda não há prazo para a conclusão das obras. A situação gera preocupações sobre os impactos ambientais e a saúde pública na região.

A Sabesp está despejando 216 milhões de litros de esgoto sem tratamento por dia diretamente no Rio Tietê, na Zona Norte de São Paulo. A medida foi adotada para esvaziar uma tubulação rompida na Marginal Tietê, que causou afundamentos na pista e interdição da via. O despejo ocorre entre as pistas local e central, em frente à Avenida Engenheiro Caetano Álvares.

Imagens da TV Globo mostram um líquido escuro e com forte odor sendo lançado continuamente de tubulações conectadas a bombas de grande porte. O engenheiro Amauri Pollachi, com 30 anos de experiência na Sabesp, alerta que essa prática pode ser considerada um crime ambiental. Ele explica que o colapso da tubulação, um interceptor de esgoto, interrompeu o fluxo de dejetos de bairros como Vila Maria e Santana, que normalmente são direcionados para a estação de tratamento em Barueri.

Problemas Estruturais

O problema teve início há mais de um mês, quando a tubulação de grande porte rompeu, levando ao afundamento da pista em dois momentos. Para evitar o transbordamento, a Sabesp decidiu bombear os dejetos para o Córrego Mandaqui, que deságua no Rio Tietê. Pollachi critica a decisão, afirmando que alternativas menos prejudiciais ao meio ambiente poderiam ter sido adotadas, como a instalação de uma nova tubulação em paralelo.

A Sabesp confirmou que a manobra foi necessária para permitir o diagnóstico e reparo da rede subterrânea. A companhia enfatizou que essa é a única alternativa técnica viável para a execução das obras no local. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), que não foi notificada previamente sobre o despejo, realizou uma vistoria e identificou o lançamento de esgoto, prometendo notificar a Sabesp.

Histórico de Interdições

A cratera na Marginal Tietê completou um mês no dia 11 de junho. O buraco foi inicialmente aberto em 10 de abril, levando à interdição da pista central. Após reparos, o trânsito foi liberado em 14 de maio, mas a cratera reapareceu no mesmo local. A Sabesp identificou instabilidade no solo e utilizou concreto para estabilizar a área, com previsão de aumento na quantidade de material utilizado.

Os reparos na tubulação danificada ainda não têm prazo definido para conclusão. A situação continua a gerar preocupações sobre os impactos ambientais e a saúde pública na região.

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