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Colapso das árvores em Manaus revela impactos ambientais alarmantes

Manaus registra temperaturas extremas de até 39,2°C e enfrenta crise de saúde pública devido à escassez de áreas verdes urbanas.

Foto: Reprodução
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Manaus está enfrentando um aumento preocupante nas temperaturas, que chegaram a 39,2°C em outubro de 2023. A urbanização rápida da cidade resultou na perda de espécies nativas, como o ipê roxo, e na diminuição das áreas verdes, o que afeta a saúde da população. Apenas 44,8% da área urbana tem árvores, tornando Manaus uma das cidades menos arborizadas do Brasil. Essa falta de vegetação cria ilhas de calor, onde as temperaturas podem ser até 10°C mais altas. Além do desconforto, a ausência de áreas verdes está ligada a problemas de saúde, como desidratação e exaustão, especialmente entre idosos e crianças. A Organização Mundial da Saúde recomenda 12 metros quadrados de área verde por habitante, meta que Manaus não alcança. A distribuição desigual de vegetação também agrava as desigualdades sociais, com bairros mais pobres tendo menos árvores. A falta de planejamento urbano e a escolha inadequada de espécies para plantio são problemas que precisam ser resolvidos. É urgente revisar o Plano Diretor de Arborização Urbana, já que a maioria da população considera a arborização da cidade ruim. Especialistas pedem a criação de corredores ecológicos e mais áreas permeáveis para melhorar a qualidade de vida e a biodiversidade local.

Manaus enfrenta um cenário alarmante de aumento das temperaturas, com registros de até 39,2°C em outubro de 2023. A urbanização acelerada tem resultado na perda de espécies nativas, como o ipê roxo, e na escassez de áreas verdes, impactando diretamente a saúde da população.

A cidade, que deveria se harmonizar com a floresta ao redor, foi moldada por um urbanismo colonial que dificulta a presença de árvores. Atualmente, apenas 44,8% da área urbana possui cobertura arbórea, colocando Manaus como a sétima menos arborizada do Brasil. Essa falta de vegetação contribui para a formação de ilhas de calor, onde as temperaturas podem ser até 10°C mais altas em comparação com áreas arborizadas.

Além do desconforto térmico, a ausência de áreas verdes está ligada a problemas de saúde. O calor extremo pode causar desidratação, exaustão e até infartos, especialmente em grupos vulneráveis como idosos e crianças. O epidemiologista Jesem Orellana alerta que a Organização Mundial da Saúde recomenda 12 metros quadrados de área verde por habitante, meta que Manaus não atinge.

Desigualdade e Arborização

A distribuição desigual de vegetação em Manaus agrava as desigualdades socioambientais. Bairros densamente povoados, como Novo Aleixo e Cidade de Deus, têm menos vegetação proporcionalmente. Enquanto isso, áreas mais ricas, como Adrianópolis, também enfrentam altas temperaturas, apesar de terem mais recursos para mitigação.

A falta de planejamento urbano adequado e a escolha de espécies inadequadas para arborização têm sido apontadas como causas para a escassez de árvores. O engenheiro agrônomo Heitor Liberato destaca que o sucesso de programas de arborização depende de um planejamento técnico que respeite a infraestrutura urbana.

Ações Necessárias

A revisão do Plano Diretor de Arborização Urbana é urgente, considerando que três em cada quatro manauaras avaliam a arborização da cidade como ruim. A implementação de políticas públicas voltadas para o plantio de espécies nativas é essencial para melhorar a qualidade de vida e o conforto térmico da população.

Com a crescente preocupação sobre as consequências da urbanização desordenada, especialistas defendem a necessidade de integrar a infraestrutura verde no planejamento urbano. Isso inclui a criação de corredores ecológicos e a ampliação de áreas permeáveis, fundamentais para a regulação térmica e a preservação da biodiversidade local.

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