No Brasil, há poucos centros-dia para idosos com Alzheimer, apenas 183, e muitos não focam na demência. Em Volta Redonda, foi inaugurado o Centro de Alzheimer Synval Santos, que oferece cuidados específicos e apoio às famílias. Esse centro, criado em 2014, é um dos poucos do país voltados exclusivamente para essa doença. Ele conta com transporte para buscar os pacientes em casa e oferece atividades como música, fisioterapia e oficinas de estimulação cognitiva. Márcia Dantas, que cuida de sua mãe de 85 anos, disse que o centro a ajudou a ter mais tempo para si mesma. A Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Alzheimer, sancionada em junho de 2024, busca melhorar o suporte a pacientes e cuidadores, mas ainda falta um plano nacional eficaz. O SUS fornece medicamentos, mas a carência de centros especializados continua sendo um problema. Especialistas afirmam que o sistema público precisa se adaptar para atender mais pacientes.
No Brasil, a escassez de centros-dia para idosos com Alzheimer é alarmante, com apenas 183 unidades disponíveis, muitas sem foco em demência. Em resposta a essa demanda, a prefeitura de Volta Redonda (RJ) inaugurou o Centro de Alzheimer Synval Santos, que oferece cuidados especializados e suporte às famílias.
O Centro, criado em 2014, é um dos poucos no país voltados exclusivamente para idosos com Alzheimer. De segunda a sexta-feira, uma van busca os pacientes em casa, facilitando o acesso ao local. Durante as atividades, os idosos participam de sessões de música, fisioterapia e oficinas de estimulação cognitiva. A rotina inclui café da manhã, danças e um ambiente leve, onde os participantes se sentem acolhidos.
Márcia Dantas, cuidadora de sua mãe, Maria Orquiza, de 85 anos, relata que a rotina de cuidados a levou a um estado de depressão. Com a ajuda do centro, ela conseguiu recuperar momentos para si mesma, como sair com amigos e fazer um curso. Cerca de 70% dos casos de demência são atribuídos ao Alzheimer, que afeta principalmente mulheres, que representam 90% dos cuidadores.
A Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Alzheimer, sancionada em junho de 2024, visa oferecer diretrizes de suporte aos pacientes e seus cuidadores. No entanto, ainda não há um plano nacional efetivo para enfrentar a doença. O SUS já fornece medicamentos, mas a falta de centros especializados continua sendo um desafio. Especialistas afirmam que o sistema público precisa se desenvolver para atender a um número crescente de pacientes.
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