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Cápsula promete benefícios do exercício físico em camundongos com nova molécula

Estudo revela que corrida regular aumenta betaina em jovens, replicando benefícios do exercício em camundongos idosos.

Jovens que começaram a correr regularmente experimentaram mudanças em seu microbioma intestinal e mais, incluindo seus níveis da molécula betaina. (Foto: John Macdougall/AFP/Getty)
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Uma pesquisa recente mostrou que correr regularmente pode aumentar os níveis de betaína em jovens. Essa substância pode trazer alguns benefícios do exercício para camundongos mais velhos, ajudando na saúde muscular e na aparência da pele. O estudo, publicado na revista Cell, analisou 13 jovens saudáveis que, após 45 dias sem atividade física, começaram a correr 5 quilômetros a cada um ou dois dias. As amostras de sangue e fezes coletadas antes e depois mostraram mudanças significativas no microbioma intestinal e nos níveis de betaína, que aumentaram bastante após 25 dias de corrida. A betaína, que é produzida pelos rins, é importante para o metabolismo. Os cientistas descobriram que correr estimula a produção dessa substância, que se liga a uma proteína relacionada ao envelhecimento celular. Em testes com camundongos mais velhos, a betaína ajudou a fortalecer os músculos, reduzir a inflamação e melhorar a pele. Especialistas destacam a importância de encontrar tratamentos que imitem os efeitos do exercício, especialmente para idosos que podem ter dificuldades para se exercitar.

Uma pesquisa recente revelou que a corrida regular pode aumentar os níveis de betaína em jovens, uma molécula que pode replicar alguns benefícios do exercício em camundongos idosos, melhorando a saúde muscular e a pele. O estudo, publicado em 25 de junho na revista *Cell*, destaca como a atividade física impacta o corpo em nível molecular.

Os pesquisadores analisaram 13 jovens saudáveis que, após um período de 45 dias com atividade física limitada, passaram a correr 5 quilômetros a cada um ou dois dias. As amostras de sangue e fezes coletadas antes e depois do novo regime de exercícios mostraram mudanças significativas no microbioma intestinal e nos níveis de betaina. Após 25 dias de corrida, a quantidade dessa molécula aumentou consideravelmente.

A betaina, um aminoácido modificado produzido pelos rins, desempenha um papel crucial no metabolismo. Os cientistas descobriram que a corrida estimula a produção de betaina, que se liga a uma proteína chamada TBK1, conhecida por promover o envelhecimento celular. Em experimentos com camundongos idosos, a suplementação de betaina resultou em músculos mais fortes, menos inflamação e pele mais jovem.

Christiane Wrann, neurocientista do Massachusetts General Hospital, enfatiza a necessidade de tratamentos que imitem os efeitos do exercício, especialmente para a população idosa que pode não conseguir se exercitar adequadamente. Guanghui Liu, especialista em medicina regenerativa, ressalta que a atividade física é uma forma eficaz e de baixo custo para promover a saúde e combater o envelhecimento, embora os mecanismos moleculares ainda não sejam totalmente compreendidos.

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