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Filhos de acumuladores enfrentam riscos físicos maiores, revela estudo psicológico

Filhos de acumuladores enfrentam riscos emocionais e físicos, podendo desenvolver o transtorno na vida adulta; grupos de apoio oferecem suporte.

Foto: Reprodução
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O transtorno de acumulação afeta entre 2% e 6% da população e não prejudica apenas quem tem a condição, mas também seus filhos, que podem enfrentar riscos físicos e emocionais. Crianças que crescem em lares desordenados têm maior chance de desenvolver o transtorno na vida adulta. Estudos mostram que esses filhos enfrentam perigos, como condições de higiene ruins e riscos de incêndio, e o trauma de viver em um ambiente caótico pode levar a comportamentos de acumulação. Uma pesquisa da Universidade de Cambridge revela que 70% dos adultos acumuladores notaram os primeiros sinais do transtorno entre 11 e 15 anos, indicando que o ambiente influencia o problema. Crianças acumuladoras costumam ter um apego excessivo a objetos sem valor, o que pode gerar ansiedade e padrões que persistem na vida adulta. Muitas vêm de lares onde os pais também têm o transtorno, e a relação entre acumulação e ansiedade é forte, com sintomas de TOC ou TDAH sendo comuns. Organizações estão criando grupos de apoio para ajudar essas crianças a compartilhar experiências e evitar padrões prejudiciais, melhorando sua qualidade de vida sem separá-las das famílias.

O transtorno de acumulação, que afeta entre 2% e 6% da população, não impacta apenas os indivíduos que o possuem, mas também seus filhos, que enfrentam riscos físicos e emocionais significativos. Pesquisas recentes indicam que crianças que crescem em lares desordenados podem desenvolver o transtorno na vida adulta.

Estudos da organização HoardingUK revelam que esses filhos estão expostos a perigos maiores do que aqueles que vivem com pais alcoólatras, devido a condições de higiene precárias e riscos de incêndio. Megan Karnes, da HoardingUK, destaca que o trauma de viver em um ambiente caótico pode desencadear comportamentos de acumulação nas crianças.

Uma pesquisa da Universidade de Cambridge aponta que 70% dos adultos acumuladores relataram os primeiros sinais do transtorno entre 11 e 15 anos. Isso sugere que fatores ambientais são cruciais no desenvolvimento do problema. Crianças em lares de acumuladores frequentemente têm dificuldades em estabelecer relacionamentos saudáveis com objetos, levando a padrões comportamentais prejudiciais.

Impactos Emocionais e Comportamentais

O Child Mind Institute observa que a acumulação infantil é distinta da desordem comum. Crianças acumuladoras desenvolvem um apego excessivo a objetos sem valor, acreditando que se desfazer deles significa perder memórias importantes. Esse comportamento pode gerar ansiedade extrema e padrões que persistem na vida adulta.

Além disso, muitas dessas crianças vêm de lares onde um ou ambos os pais também sofrem do transtorno. A relação entre acumulação e ansiedade é tão forte que crianças acumuladoras frequentemente apresentam sintomas de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou transtorno de déficit de atenção (TDAH).

Iniciativas de Apoio

Organizações como Hoarding Disorders UK estão pressionando para que o impacto do transtorno na saúde mental das crianças seja reconhecido. Novas abordagens no Reino Unido incluem a criação de grupos de apoio para filhos de acumuladores, onde podem compartilhar experiências e aprender a evitar padrões prejudiciais.

Esses grupos visam melhorar a qualidade de vida das crianças sem separá-las de suas famílias, evitando que sejam encaminhadas para o sistema de acolhimento. O transtorno de acumulação é um problema silencioso que afeta milhares de pessoas, exigindo uma abordagem empática e estratégias de apoio eficazes.

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