O uso excessivo de smartphones tem preocupado especialistas, pois os brasileiros passam em média cinco horas por dia nesses dispositivos, o que pode prejudicar a saúde mental e a memória. Muitos estão buscando desintoxicação digital, adotando práticas como mindfulness e limitando o uso de redes sociais. A psicoterapeuta Bel Soares relata que desligou as notificações do celular e isso a ajudou a ter uma relação mais saudável com a tecnologia. O neurologista Marcelo Masruha alerta que a distração constante afeta a capacidade de aprender e lembrar. Usuários como Leonardo D’Albergária e Cris Pinheiro Guimarães compartilham suas experiências positivas após se desconectarem das redes sociais, redescobrindo hobbies e vivendo mais o presente. O psiquiatra Marcel Fúlvio Padula Lamas destaca que a dopamina liberada pelo celular pode ser mais prazerosa do que interações reais, e recomenda impor limites e buscar atividades alternativas para melhorar a qualidade de vida.
O uso excessivo de smartphones tem gerado preocupações em relação à saúde mental dos brasileiros. Uma pesquisa da plataforma Data.AI revelou que os usuários passam, em média, cinco horas diárias em dispositivos móveis, colocando o Brasil na quinta posição em um ranking global. Especialistas alertam que essa dependência pode afetar a cognição e a memória.
Recentemente, muitos têm buscado desintoxicação digital, adotando práticas como mindfulness e estabelecendo limites no uso de redes sociais. A psicoterapeuta Bel Soares, de 46 anos, compartilha sua experiência: “Pratiquei a atenção plena e retirei todas as notificações do celular”. Ela destaca que a técnica ajuda a observar a vontade de usar o aparelho, promovendo uma relação mais saudável com a tecnologia.
O neurologista Marcelo Masruha, da Unifesp, explica que a sobrecarga cognitiva causada pelo uso excessivo de telas compromete o foco e a memória. “A atenção é a porta de entrada da memória. Se estamos constantemente distraídos, a codificação das experiências fica prejudicada”, afirma. Isso também afeta a aprendizagem profunda, que requer tempo e reflexão.
Histórias de usuários que se desconectaram das redes sociais têm se tornado comuns. O corretor de imóveis Leonardo D’Albergária, de 36 anos, decidiu dar um tempo no Instagram após perceber que estava deixando a vida real de lado. “Retomei a leitura e comecei a estudar astrologia”, conta. A consultora de moda Cris Pinheiro Guimarães, de 53 anos, também se sentiu libertada após 72 dias sem o aplicativo. “Consegui mudar meu foco para viver o presente”, relata.
O psiquiatra Marcel Fúlvio Padula Lamas, do Hospital Albert Sabin, ressalta que a dopamina liberada pelo celular é mais prazerosa do que interações cotidianas. “Sem o celular, você pensa melhor e tem mais paciência”, afirma. Para aqueles que sentem que a relação com o aparelho está se tornando tóxica, ele recomenda impor limites e buscar atividades alternativas, como leitura e esportes. A vida real agradece.
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