O Brasil registrou um aumento de 91% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em relação ao ano passado, segundo o boletim Infogripe da Fiocruz. A alta se concentra nas regiões Centro-Sul e os principais responsáveis pelas hospitalizações são o vírus influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), afetando pessoas de todas as idades, especialmente os idosos e crianças pequenas. A cobertura vacinal contra a gripe é baixa, com apenas 37,77% dos grupos prioritários vacinados até 10 de junho. Apesar de alguns estados mostrarem sinais de melhora, 21 das 27 unidades federativas estão em alerta, com 17 capitais enfrentando níveis elevados de SRAG. O Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 50 milhões para melhorar o atendimento a adultos com SRAG no SUS e recomenda a vacinação contra a gripe para toda a população, com estados como Amazonas e São Paulo já adotando essa medida.
Até o momento, o Brasil registrou um aumento alarmante de 91% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em comparação ao ano passado, conforme o boletim Infogripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (12). A análise abrangeu as semanas epidemiológicas 19 a 22 e indica que a alta se concentra nas regiões Centro-Sul do país. Os principais responsáveis pelas hospitalizações são o vírus influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), afetando diversas faixas etárias.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca que a influenza A tem impactado todas as idades, com maior gravidade entre os idosos. O VSR, por sua vez, é a principal causa de internações em crianças pequenas. Portella enfatiza a importância da vacinação contra a gripe como forma de prevenir casos graves e óbitos. A cobertura vacinal, no entanto, permanece baixa, com apenas 37,77% dos grupos prioritários vacinados até 10 de junho.
Situação nas Regiões
O boletim aponta que, embora haja sinais de interrupção do crescimento em alguns estados, como Acre e Espírito Santo, a incidência de hospitalizações por SRAG continua elevada. 21 das 27 unidades federativas estão em alerta, risco ou alto risco, com destaque para estados como Alagoas, Bahia e São Paulo. A situação é crítica nas capitais, onde 17 delas apresentam níveis de atividade de SRAG em alerta.
Em 2025, foram notificados 93.779 casos de SRAG, com 50,5% dos resultados laboratoriais positivos para vírus respiratórios. Entre os positivos, 24,5% são de influenza A e 45,1% de VSR. O aumento das hospitalizações e óbitos por SRAG é alarmante, com 75,4% das mortes atribuídas ao influenza.
Medidas do Governo
Diante do cenário, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 50 milhões para fortalecer o atendimento a adultos com SRAG no SUS, totalizando R$ 150 milhões em recursos temporários. Além disso, a pasta recomenda a ampliação da vacinação contra a gripe para toda a população, visando aumentar a proteção contra os vírus respiratórios em circulação. Estados como Amazonas e São Paulo já adotaram essa estratégia, liberando a vacinação para todos os cidadãos.
Entre na conversa da comunidade