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Pesquisas avançam na criação de vacina contra a gripe aviária

Brasil intensifica vigilância sanitária com 168 focos de gripe aviária. Instituto Butantã desenvolve vacina, mas sem previsão de lançamento.

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O Brasil registrou 168 casos de gripe aviária desde maio de 2023, com um único caso em uma granja em Montenegro, no Rio Grande do Sul, enquanto a maioria dos casos foi em aves silvestres. O Instituto Butantã está desenvolvendo uma vacina contra a gripe aviária, mas ainda não há previsão de quando estará pronta. O presidente da Abifina, Andrey Freitas, afirmou que a situação pode acelerar pesquisas em andamento, mas não há motivo para pânico, apenas a necessidade de vigilância. As vacinas contra a gripe aviária precisam passar por testes rigorosos e o Butantã está na fase inicial de testes para uma vacina contra o subtipo H5N8. Indústrias privadas também estão investindo em novas vacinas e métodos de prevenção, aprendendo com a pandemia de Covid-19. Experimentos em outros países estão sendo feitos para vacinar pintinhos, e nos Estados Unidos, uma empresa já recebeu licença para usar sua vacina em galinhas. No Brasil, a Embrapa informou que existem vacinas para aves que ajudam a reduzir infecções, mas não são específicas para a gripe aviária. Desde o início do monitoramento, 164 focos da doença foram encontrados em aves silvestres e três em aves de subsistência, mostrando a importância de um controle rigoroso.

O Brasil enfrenta um aumento na vigilância sanitária devido ao registro de 168 focos de gripe aviária desde maio de 2023. O único caso em uma granja comercial ocorreu em Montenegro, no Rio Grande do Sul, enquanto a maioria dos casos foi identificada em aves silvestres.

O Instituto Butantã está em fase de desenvolvimento de uma vacina específica contra a gripe aviária, mas ainda não há previsão de lançamento. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina), Andrey Freitas, destaca que a situação atual pode acelerar pesquisas já em andamento entre o Ministério da Saúde, Anvisa e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Freitas ressalta que, embora não haja motivo para pânico, a vigilância deve ser mantida.

Vacinas contra a gripe aviária exigem ensaios clínicos rigorosos, e o Brasil ainda não possui um imunizante eficaz. O Butantã está desenvolvendo uma vacina contra o subtipo H5N8, que está na primeira fase de testes. A entidade confirmou que os ensaios clínicos prosseguem, mas não há atualizações sobre a data de lançamento.

Inovações na Indústria

Indústrias privadas também estão investindo em inovações para vacinas e métodos de prevenção. Freitas menciona que a indústria química aprendeu com a pandemia de Covid-19 a importância de parcerias internacionais e da incorporação de novas tecnologias. Pesquisas estão sendo realizadas para determinar a melhor forma de aplicação das vacinas, que podem ser orais ou injetáveis.

Experimentos em outros países, como a Holanda, estão em andamento para vacinar pintinhos em incubadoras, com previsão de conclusão em 2027. Nos Estados Unidos, a empresa Zoetis recebeu uma licença condicional para usar sua vacina contra a gripe aviária em galinhas, enquanto México e Itália já aplicaram vacinas não específicas em surtos anteriores.

No Brasil, a Embrapa informa que existem vacinas para aves que visam reduzir infecções em granjas, embora não sejam específicas para a gripe aviária. Desde o início do monitoramento, 164 focos da doença foram registrados em aves silvestres e três em aves de subsistência, evidenciando a necessidade de um controle rigoroso.

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