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A inteligência das máquinas avança enquanto a capacidade de pensar diminui, alerta especialista

Hiperconectividade afeta saúde mental de jovens e adultos, alerta Jonathan Haidt em palestra. É urgente restaurar uma infância saudável.

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Jonathan Haidt, psicólogo e professor, falou sobre os problemas da hiperconectividade na saúde mental durante uma palestra em São Paulo. Ele disse que o uso excessivo de smartphones e redes sociais está prejudicando a capacidade de pensar criticamente, afetando tanto jovens quanto adultos. Haidt mencionou que entre 2010 e 2015, as taxas de depressão e ansiedade entre adolescentes nos Estados Unidos aumentaram, coincidindo com a popularização dos celulares. No Brasil, a ansiedade entre adolescentes superou a dos adultos em 2023. Ele também alertou que o uso excessivo de celulares pode causar problemas de saúde, como miopia e obesidade, e destacou a importância de limitar o uso de tecnologia, elogiando uma lei brasileira que proíbe celulares nas escolas. Haidt defendeu que é necessário restaurar uma infância saudável e normal, longe das telas.

Jonathan Haidt, psicólogo e professor, alertou sobre os impactos da hiperconectividade na saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes. Em sua palestra no ciclo Fronteiras do Pensamento, realizada em São Paulo na segunda-feira (19), ele destacou que a fragmentação da atenção e a perda de habilidades analíticas estão afetando não apenas os jovens, mas também os adultos.

O autor de “A Geração Ansiosa” afirmou que a onipresença de smartphones e redes sociais está levando a um declínio na capacidade de pensar criticamente. “A humanidade está ficando mais estúpida exatamente no momento em que nossas máquinas estão ficando mais inteligentes do que nós,” disse Haidt. Ele identificou um fenômeno que chamou de “grande reconfiguração da infância”, que começou com a diminuição do brincar entre as décadas de 1990 e 2000 e culminou na ascensão da infância digital a partir de 2010.

Efeitos da Hiperconectividade

Haidt apresentou dados alarmantes, mostrando que entre 2010 e 2015, houve um aumento significativo nas taxas de depressão, ansiedade e suicídio entre adolescentes nos Estados Unidos, coincidindo com a popularização dos smartphones. No Brasil, a situação é semelhante, com registros de ansiedade entre adolescentes superando os de adultos pela primeira vez em 2023.

O psicólogo também destacou que o uso excessivo de celulares está associado a problemas como miopia e obesidade, além da fragmentação da atenção. “Agora vejo que existe algo ainda mais grave, que é a destruição da capacidade humana de prestar atenção,” afirmou. Ele mencionou um relatório interno do TikTok que relaciona o uso compulsivo da plataforma a efeitos negativos na saúde mental.

Propostas e Ações

Durante a palestra, Haidt elogiou a lei brasileira que proíbe o uso de celulares nas escolas, considerando-a uma das melhores do mundo. Ele defendeu a importância da “rebelião das mães” contra a tecnologia, que busca restaurar uma infância saudável e normal. O psicólogo concluiu que “precisamos restaurar uma infância humana, normal e saudável, no mundo real.”

O ciclo Fronteiras do Pensamento deste ano contará com palestras de outros renomados especialistas, como a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e o neurocientista português António Damásio.

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