A Vigilância Sanitária de Natal (RN) alertou a população sobre o consumo de peixes após um surto de ciguatera, que é uma intoxicação alimentar. No dia 6, 13 pessoas ficaram doentes após um evento em um restaurante, e três delas precisaram ser hospitalizadas. Os sintomas incluem diarreia, náusea e dor abdominal. Amostras do peixe servido, da espécie arabaiana, foram coletadas para análise. A ciguatoxina, que causa a doença, é encontrada em peixes que se alimentam de microalgas presentes em recifes de corais. A Vigilância recomendou que restaurantes evitem servir esses peixes e que informem as espécies no cardápio. Este é o terceiro surto de ciguatera registrado em Natal em 2025, com casos anteriores envolvendo barracuda e arabaiana.
A Vigilância Sanitária de Natal (RN) emitiu uma nota alertando sobre o consumo de pescados após um surto de ciguatera. No dia 6 de maio, treze pessoas apresentaram sintomas da intoxicação em um restaurante durante um evento médico. Três pacientes foram hospitalizados, sendo que dois precisaram de internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Todos já receberam alta e estão bem.
A ciguatera é causada por uma toxina presente em peixes como garoupas, barracudas, moreias, arabaianas e badejos. Os sintomas incluem diarreia, náusea, vômito e dor abdominal. Além disso, podem ocorrer reações cardiovasculares e neurológicas, como alteração na frequência cardíaca e sensação de sabor metálico na boca. A toxina, produzida por microalgas em recifes de corais, não é eliminada pelo cozimento ou congelamento.
A Vigilância Sanitária coletou amostras do peixe servido, da espécie arabaiana, para análise no Laboratório Central de Saúde Pública de Natal. A nota orienta que restaurantes restrinjam a oferta de espécies potencialmente contaminadas e informem os clientes sobre os tipos de peixes utilizados nos pratos. Os estabelecimentos devem guardar amostras dos pescados por até 72 horas.
Este é o terceiro surto de ciguatera registrado em Natal em 2025. Em abril, sete membros de uma família apresentaram sintomas após consumir peixe da espécie barracuda. Outro surto ocorreu em fevereiro, envolvendo três pessoas que comeram arabaiana. Os resultados laboratoriais dos três episódios ainda não foram divulgados. Se confirmada a presença da ciguatoxina, Natal terá registrado sete surtos desde 2022.
Entre na conversa da comunidade