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Cortes no financiamento deixam 70 países sem acesso a cuidados médicos, alerta OMS

Déficit de US$ 600 milhões leva OMS a cortes de 21% e ameaça tratamento médico em 70 países. Retirada dos EUA agrava crise financeira.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que está enfrentando um déficit de 600 milhões de dólares em seu orçamento, o que resultará em cortes de 21% nos próximos dois anos. A situação é ainda mais complicada com a saída dos Estados Unidos, que era o maior financiador da OMS. O diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que pelo menos 70 países estão sem tratamento médico devido a esses cortes. A OMS agora revisou seu orçamento para 4,2 bilhões de dólares para os próximos dois anos, o que equivale a um gasto anual de 2,1 bilhões de dólares. Tedros comparou esse valor aos gastos militares globais, que ocorrem a cada oito horas. Ele pediu que os países aumentem os investimentos em saúde, especialmente agora que os gastos com defesa estão crescendo. Com a saída dos EUA, a China deve se tornar o maior financiador da OMS. A organização já começou a reduzir sua equipe e suas atividades, cortando metade de sua liderança sênior devido à crise financeira.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou um déficit de US$ 600 milhões em seu orçamento, resultando em cortes de 21% nos próximos dois anos. A situação se agrava com a retirada dos Estados Unidos da organização, que era seu principal financiador.

Em um discurso na Assembleia Mundial da Saúde, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que pelo menos 70 países estão enfrentando a falta de tratamento médico devido aos cortes nos programas de ajuda. “Os pacientes estão deixando de receber tratamentos, instalações de saúde fecharam e profissionais perderam seus empregos”, afirmou Tedros.

A OMS agora revisou seu orçamento para US$ 4,2 bilhões para os próximos dois anos, o que representa um gasto anual de US$ 2,1 bilhões. Tedros comparou esse valor ao gasto militar global, que ocorre a cada oito horas. Ele enfatizou que muitos ministros de saúde relataram que os cortes abruptos na ajuda bilateral estão colocando em risco a saúde de milhões.

Desafios e Mudanças

Com a saída dos EUA, a China deve se tornar o maior fornecedor de taxas estatais, uma das principais fontes de financiamento da OMS. Tedros pediu que os países considerem aumentar os investimentos em saúde global, especialmente em um momento em que os gastos com defesa estão crescendo.

A OMS já começou a implementar medidas de contenção, reduzindo sua força de trabalho e o escopo de suas atividades. Na semana passada, a organização cortou metade de sua equipe de liderança sênior, refletindo a gravidade da crise financeira que enfrenta.

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