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Periferia de SP registra temperatura 9 ºC acima de bairros nobres, aponta USP

Calor nas periferias de São Paulo chega a ser 9 ºC mais intenso que em áreas nobres, revelando desigualdade e riscos à saúde.

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Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que as periferias de São Paulo podem ser até 9 ºC mais quentes do que os bairros nobres. O estudo, divulgado recentemente, analisou a temperatura em duas áreas com diferentes Índices de Desenvolvimento Humano (IDHM): Jardim Paulista, que tem um IDHM de 0,942, e Vila Jacuí, com IDHM de 0,736. Os dados indicam que a Vila Jacuí é 7,9 ºC mais quente no inverno e até 8,8 ºC mais quente no verão em comparação ao Jardim Paulista. Os pesquisadores usaram higrômetros para coletar informações entre janeiro e fevereiro e entre julho e agosto de 2024. Eles descobriram que áreas mais quentes geralmente têm IDHMs mais baixos, o que mostra a desigualdade socioeconômica. Fatores como a quantidade de árvores, os materiais usados nas construções e o espaço entre os lotes influenciam essas diferenças de temperatura. Os pesquisadores alertaram que o calor intenso nas áreas vulneráveis pode causar problemas de saúde, como doenças respiratórias e cardíacas, e isso pode se tornar um problema de saúde pública se a situação continuar.

Na cidade de São Paulo, um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que o calor superficial nas periferias pode ser até 9 ºC mais intenso do que em áreas nobres. A pesquisa foi divulgada na última quinta-feira, 15, e destaca a relação entre temperatura e Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM).

Os pesquisadores Fernando Rocha Reis e Caroline Freire, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, analisaram dois distritos com grande diferença no IDHM: Jardim Paulista, com IDHM de 0,942, e Vila Jacuí, que possui IDHM de 0,736. Os dados mostram que a Vila Jacuí pode ser 7,9 ºC mais quente no inverno e até 8,8 ºC no verão em comparação ao Jardim Paulista.

Fatores de Desigualdade

Os pesquisadores utilizaram higrômetros para coletar dados entre janeiro e fevereiro e entre julho e agosto de 2024. A pesquisa concluiu que áreas com temperaturas mais altas coincidem com IDHMs mais baixos, evidenciando a desigualdade socioeconômica. Fatores como arborização, materiais de construção e espaçamento entre lotes contribuem para as diferenças microclimáticas.

Fernando Reis destacou a importância de entender como as pessoas percebem essas variações de temperatura. Caroline Freire alertou que o calor intenso em regiões vulneráveis pode causar problemas de saúde, como doenças respiratórias e cardíacas. A pesquisadora enfatizou que essa situação pode se tornar uma questão de saúde pública se a exposição a essas condições for prolongada.

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