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Misturar álcool com medicamentos psiquiátricos aumenta riscos à saúde mental e física

Misturar álcool com psicofármacos, especialmente benzodiazepínicos, pode ser fatal. Entenda os riscos dessa prática comum.

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Muitas pessoas usam álcool junto com medicamentos para problemas mentais, mas essa combinação pode ser muito perigosa. O álcool é uma droga que desacelera o sistema nervoso, assim como alguns remédios, especialmente os benzodiazepínicos, que são usados para acalmar. Misturar essas substâncias pode aumentar os efeitos sedativos, levando a riscos como perda de controle, comportamentos agressivos e até problemas cardíacos. Além disso, essa prática pode causar convulsões e dependência de ambas as substâncias. Muitos jovens, por exemplo, usam ansiolíticos durante a semana e bebem muito nos fins de semana, o que é conhecido como binge drinking. Isso pode ser muito arriscado, pois o consumo excessivo de álcool já é prejudicial por si só. O uso contínuo dessas combinações pode levar a uma dependência dupla, dificultando o tratamento de quem já sofre com problemas de saúde mental. Os riscos de dependência variam de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como genética e ambiente.

O uso de álcool em combinação com psicofármacos, especialmente benzodiazepínicos, é uma prática comum, mas perigosa. Especialistas alertam que essa mistura pode resultar em convulsões, dependência dupla e aumento da vulnerabilidade a comportamentos agressivos e problemas cardíacos.

A psiquiatra Renata Azevedo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destaca que a interação entre álcool e medicamentos psiquiátricos é frequente. O álcool, uma droga lícita, atua como depressora do sistema nervoso central, assim como os benzodiazepínicos. Essa combinação pode intensificar os efeitos sedativos, levando a um estado de maior relaxamento e, em alguns casos, a um uso excessivo.

Joana Marczyk, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), observa que muitos utilizam essa mistura para induzir o sono ou anestesiar emoções. Contudo, o uso de ansióliticos em festas, onde o consumo de álcool é elevado, é uma prática comum entre jovens. O termo “binge” refere-se a esse consumo excessivo, que pode ser definido como quatro doses em duas horas para mulheres e cinco para homens.

Riscos Associados

Os riscos associados a essa combinação são significativos. Além da possibilidade de convulsões, o uso de estabilizadores de humor com álcool pode resultar em arritmias cardíacas e até infartos, especialmente em pessoas mais velhas. A dependência dupla, que envolve tanto o álcool quanto os medicamentos, pode dificultar o tratamento de ambos.

André Malbergier, do Serviço de Álcool e Drogas do IPer, ressalta que a predisposição genética, o ambiente familiar e a psicopatologia influenciam o desenvolvimento da dependência. O uso recorrente de álcool e psicofármacos pode se tornar uma forma de lidar com o sofrimento, mas isso apenas adia a resolução dos problemas.

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