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Menopausa e cérebro: pesquisa revela riscos e desafios para mulheres na saúde mental

Menopausa e saúde cerebral ganham destaque com novo projeto de $50 milhões e livro de Lisa Mosconi, enquanto pesquisa ainda é escassa.

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A relação entre menopausa e saúde do cérebro é um tema pouco explorado, com escassez de pesquisa e financiamento, especialmente nos Estados Unidos, onde menos de 10 milhões de dólares foram destinados a isso em 2019. Recentemente, o Parlamento espanhol aprovou uma proposta para melhorar os cuidados com a menopausa. A neurocientista Lisa Mosconi, reconhecida por seu trabalho nessa área, lançou seu livro “Menopause and the Brain” e apresentou o projeto CARE, que tem um orçamento de 50 milhões de dólares. Mosconi, que é professora na Universidade Cornell, destaca que até 2050 haverá mais de 1,23 bilhão de mulheres na menopausa no mundo. Ela critica a falta de pesquisa e o estigma que envolve a menopausa, que é vista como uma deficiência, embora seja uma parte normal do envelhecimento. Muitas mulheres enfrentam sintomas como confusão mental, lapsos de memória e depressão, que podem durar mais tempo. Mosconi também menciona que a menopausa pode estar ligada ao aumento do risco de Alzheimer, especialmente em mulheres que passam por menopausa precoce. Ela ressalta que o acesso a tratamentos é limitado e que apenas uma em cada cinco residentes médicos nos EUA recebe treinamento sobre menopausa. Embora a terapia hormonal possa ser uma opção, ela defende que mudanças de estilo de vida e uma mentalidade positiva também são importantes para lidar com os sintomas.

A relação entre menopausa e saúde cerebral ganha destaque com a aprovação de uma proposta pelo Parlamento espanhol para cuidados abrangentes nessa fase da vida. A neurocientista Lisa Mosconi, reconhecida como uma das cientistas mais influentes do mundo, lançou seu livro *Menopause and the Brain* e apresentou o projeto CARE, que conta com um orçamento de 50 milhões de dólares.

Mosconi, professora de neurociência na Universidade Cornell, enfatiza a importância de abordar a menopausa de forma mais abrangente. Desde 2010, ela investiga a conexão entre menopausa e cérebro, um tema que recebeu pouco financiamento, especialmente nos Estados Unidos, onde menos de 10 milhões de dólares foram alocados para pesquisa em 2019. A cientista considera a aprovação da proposta na Espanha um avanço significativo.

A neurocientista alerta que a menopausa não é uma doença, mas sim uma transição neuroendócrina. Cerca de 80% das mulheres experimentam sintomas cerebrais, como nevoeiro cerebral e lapsos de memória. Além disso, a menopausa pode ser um fator desencadeante para doenças como o Alzheimer, especialmente em mulheres que passam pela menopausa precocemente.

Mosconi destaca que mulheres negras e hispânicas têm um risco maior de desenvolver demência, mas a pesquisa nessa área ainda é escassa. Ela defende que o acesso a tratamentos é crucial, já que apenas um em cada cinco residentes médicos nos EUA recebeu treinamento sobre menopausa. A cientista sugere que a terapia hormonal pode ser uma opção segura se administrada corretamente, mas também ressalta a importância de ajustes no estilo de vida e de uma mentalidade positiva.

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