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Cientistas desenvolvem antídoto inovador contra venenos de serpentes a partir de anticorpos humanos

Cientistas desenvolvem antídoto inovador contra venenos de serpentes, utilizando anticorpos de homem que se imunizou por anos.

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Mordidas de serpentes causam entre 81.000 e 138.000 mortes por ano, principalmente em áreas rurais. Os antídotos usados hoje são parecidos com os desenvolvidos no século XIX, feitos a partir de venenos de animais. Recentemente, cientistas criaram um novo antídoto usando anticorpos de Tim Friede, um homem que se imunizou contra venenos de serpentes ao longo de 18 anos, recebendo mais de 200 mordidas e 700 doses de veneno. Esse antídoto mostrou eficácia em ratos contra 19 espécies venenosas, como cobras e mambas. O novo tratamento combina dois anticorpos de Friede com um inibidor de toxinas, podendo se tornar um antídoto universal. Os pesquisadores, liderados por Jacob Glanville, estão agora testando o antídoto em cães mordidos por serpentes na Austrália, onde as espécies que atacam humanos e cães são as mesmas. Se os testes forem bem-sucedidos, o antídoto poderá ser usado em humanos, oferecendo uma alternativa mais segura e eficaz em comparação aos métodos tradicionais.

Cientistas desenvolvem novo antídoto contra venenos de serpentes

Um novo antídoto contra mordeduras de serpente foi desenvolvido por cientistas americanos, utilizando anticorpos de Tim Friede, um homem que se imunizou contra venenos de serpentes. O estudo, publicado na revista *Cell*, mostra que o antiveneno é eficaz em ratos contra dezenove espécies venenosas, incluindo cobras e mambas.

As mordeduras de serpente causam entre 81 mil e 138 mil mortes anuais em todo o mundo, principalmente em áreas rurais. O antídoto tradicional, baseado em soro de animais, não mudou significativamente desde o século XIX. O novo antiveneno combina dois anticorpos de Friede com um inibidor de moléculas pequenas, o que pode levar a um antídoto universal.

Tim Friede, um ex-mecânico de Wisconsin, dedicou dezoito anos de sua vida a se imunizar contra venenos, recebendo mais de duzentas mordidas e setecentas doses de veneno. Sua experiência gerou anticorpos que foram isolados e testados em ratos, mostrando proteção contra várias toxinas.

O projeto foi liderado por Jacob Glanville, CEO da Centivax, e contou com a colaboração de Peter Kwong, professor da Universidade de Columbia. Os pesquisadores destacam que o novo antídoto pode ser administrado por via intramuscular, facilitando seu uso em áreas rurais, onde as mordeduras são mais comuns.

Embora o estudo apresente avanços, os cientistas alertam que a experiência de Friede não deve ser replicada. O antídoto ainda precisa ser testado em humanos e em ambientes reais, como clínicas veterinárias na Austrália, onde cães são frequentemente mordidos por serpentes venenosas. O sucesso desse antídoto pode reduzir significativamente as mortes causadas por envenenamento.

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