Joanna Strober e Chelsea Hirschhorn, líderes em saúde feminina, foram reconhecidas na lista de Changemakers da CNBC de 2025. Elas discutem a necessidade de mudar a forma como a saúde das mulheres é percebida, especialmente durante a gravidez e a menopausa. Strober, que investiu na BabyCenter há 25 anos, destaca que as mulheres não precisam sofrer em silêncio e devem buscar ajuda assim que sentirem algo errado. Hirschhorn, após ter seu primeiro filho, percebeu a falta de informações sobre a realidade da maternidade e decidiu atuar na área de saúde infantil. Ambas concordam que as mulheres têm sido ensinadas a sofrer e que a saúde feminina deve ser uma prioridade. Elas também mencionam que o mercado de saúde feminina pode crescer para 60 bilhões de dólares até 2027, apesar de menos de 4% do investimento em pesquisa e desenvolvimento na saúde ser direcionado a esse setor. Strober e Hirschhorn enfatizam a importância de as mulheres se defenderem e buscarem informações, pois isso pode levar a mudanças significativas em várias áreas, incluindo saúde e varejo. Strober fundou a Midi Health, que se especializa em cuidados para a menopausa, e conseguiu cobertura de seguros, enquanto Hirschhorn criou a Frida, que oferece produtos para a saúde feminina. Ambas acreditam que, ao atender às necessidades das mulheres, é possível criar um modelo de negócios sustentável e de sucesso.
Joanna Strober e Chelsea Hirschhorn, líderes em saúde feminina, foram reconhecidas na lista de Changemakers da CNBC de 2025. Durante o evento, elas discutiram a necessidade de mudar a percepção sobre saúde feminina e o potencial de mercado de $60 bilhões até 2027.
Strober, que investiu na BabyCenter há 25 anos, destacou que a narrativa sobre os desafios enfrentados por mulheres tem sido de “apenas lidar com isso”. Ela afirmou que essa abordagem é “realmente insalubre” e precisa ser alterada. Hirschhorn, por sua vez, expressou sua frustração ao perceber a discrepância entre a imagem idealizada da maternidade e a realidade vivida, especialmente em momentos críticos como as três da manhã.
Ambas concordam que as mulheres têm sido condicionadas a sofrer, especialmente durante a perimenopausa. Strober enfatizou que “não é necessário sofrer” e que as mulheres devem buscar ajuda assim que sentirem algo errado. A falta de informações e apoio é um tema recorrente em suas falas.
Desafios e Oportunidades
Hirschhorn, fundadora da Frida, destacou que 60% do conteúdo publicitário sobre saúde feminina é censurado. Ela apontou que isso não ocorre apenas online, mas também na televisão, criando uma “dicotomia de gênero”. Strober mencionou que, ao criar a Midi Health, enfrentou desafios relacionados à cobertura de saúde para menopausa, mas conseguiu estabelecer um modelo de atendimento que se tornou eficaz.
A pesquisa mostra que a falta de tratamento para menopausa pode impactar negativamente a carreira das mulheres. Strober citou estudos que revelam como os sintomas podem levar a discriminação no trabalho, resultando em mulheres desistindo de promoções ou empregos. “Se você acredita que não há solução, isso é embaraçoso,” disse Strober.
Potencial do Mercado
Hirschhorn observou que o mercado de saúde feminina ainda possui “muito potencial inexplorado”. Apesar de menos de 4% do investimento em pesquisa e desenvolvimento na saúde ser direcionado a essa área, ela acredita que criar produtos baseados em necessidades reais pode gerar um efeito viral. “As mulheres não apenas compram, mas também recomendam,” afirmou.
Strober acrescentou que a Midi Health está crescendo rapidamente, pois as mulheres precisam de acesso a cuidados que não encontram em outros lugares. “Estamos crescendo de forma insana,” disse, destacando a importância de um modelo de negócios que atenda às necessidades femininas.
Ambas as líderes estão focadas em conectar a saúde da menopausa com a longevidade, buscando maneiras de ajudar as mulheres a se cuidarem melhor em suas vidas. “Queremos ser saudáveis, não viver até os 150 anos,” concluiu Strober, enfatizando a importância de cuidar da saúde ao longo da vida.
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