A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que os cortes na ajuda dos Estados Unidos podem piorar a crise humanitária em lugares como Gaza e Sudão. Desde que Donald Trump assumiu a presidência, a ajuda externa americana foi reduzida, afetando programas de saúde e desmantelando a USAID, que gerenciava um grande orçamento de ajuda. A OMS pode enfrentar um corte de 20% em seu orçamento, pois os EUA decidiram não pagar suas contribuições para os próximos anos. Na Faixa de Gaza, a situação de saúde é crítica devido ao conflito, e a falta de ajuda americana prejudica o suporte a médicos e hospitais. No Sudão, a OMS lida com epidemias e o deslocamento de milhões de pessoas. A saída dos EUA da OMS também pode dificultar a troca de informações sobre saúde pública, o que é importante para prevenir crises sanitárias.
Cortes na ajuda americana podem agravar crises humanitárias, alerta OMS
Uma dirigente da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a redução da ajuda internacional dos Estados Unidos pode intensificar a crise humanitária em regiões de conflito, como Gaza e Sudão. A declaração foi feita neste domingo, em meio a cortes significativos implementados pelo presidente Donald Trump desde janeiro.
Desde que assumiu o cargo, Trump diminuiu a assistência externa americana, impactando programas de saúde global e desmantelando a USAID, agência de desenvolvimento que gerenciava um orçamento anual de 42,8 bilhões de dólares (R$ 250,6 bilhões), o que representa 42% da ajuda humanitária mundial.
A OMS enfrenta um possível corte de 20% em seu orçamento, devido à decisão de Washington de não pagar sua contribuição para 2024 e possivelmente para 2025. Hanan Balkhy, diretora regional da OMS para o Mediterrâneo oriental, destacou o papel essencial da organização na manutenção e reabilitação de sistemas de saúde.
Programas interrompidos e sistemas de saúde fragilizados
Na Faixa de Gaza, onde a situação sanitária é considerada catastrófica após um ano e meio de conflito entre Israel e o Hamas, a paralisação da ajuda americana afetou o suporte a equipes médicas, o fornecimento de medicamentos e a reabilitação de hospitais.
No Sudão, país em guerra há dois anos, a agência enfrenta dificuldades crescentes, lidando com epidemias de malária, dengue e cólera, além do deslocamento de milhões de pessoas. A OMS trabalha para identificar patógenos emergentes e proteger a população sudanesa e o restante do mundo.
Impacto na vigilância global de doenças
A saída dos Estados Unidos da OMS também pode prejudicar a comunicação com universidades, centros de pesquisa e instituições de saúde pública americanas, dificultando a troca de informações cruciais para a prevenção de crises sanitárias e o monitoramento de doenças em escala global. Segundo Balkhy, “vírus e bactérias não conhecem fronteiras”.
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