A Anvisa decidiu que, a partir de julho, será necessário apresentar receita médica para comprar canetas emagrecedoras, como o Ozempic, que contém semaglutida. Essa medida visa controlar o acesso a esses medicamentos e combater o mercado ilegal, já que houve um aumento no uso inadequado e em eventos adversos relacionados a eles. O endocrinologista Fabio Trujillo, presidente da Associação Brasileira de Estudos de Obesidade, apoia a decisão e destaca que o Ozempic estava sendo usado de forma abusiva, principalmente para emagrecimento estético, em vez de tratar a obesidade como uma doença. Ele sugere que as receitas tenham validade de até 90 dias para facilitar o acesso ao tratamento. Trujillo também alerta sobre os riscos de produtos ilegais e a importância de tratar a obesidade adequadamente, já que isso pode ajudar no controle de outras condições de saúde, como diabetes e pressão alta.
Anvisa exige receita para venda de canetas emagrecedoras a partir de julho. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a obrigatoriedade de retenção de receita médica para a compra de medicamentos como o Ozempic, visando controlar o acesso e combater o mercado ilegal.
A medida, que entra em vigor em meados de julho, é uma resposta ao aumento do uso inadequado e dos eventos adversos associados a esses medicamentos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e terá um prazo de 60 dias para implementação.
O endocrinologista Fabio Trujillo, presidente da Associação Brasileira de Estudos de Obesidade (Abeso), considera a ação necessária. “O Ozempic, que contém semaglutida, estava sendo usado de forma abusiva e indiscriminada”, pontua o especialista.
Trujillo ressalta a distinção entre o tratamento da obesidade como doença e o uso do medicamento apenas para fins estéticos. Ele manifesta preocupação com o acesso contínuo ao tratamento para pacientes com diabetes e obesidade.
O especialista sugere que receitas com validade de até 90 dias seriam mais adequadas, facilitando o acesso sem comprometer o controle. A Anvisa busca, com a nova regra, dificultar a ação do mercado paralelo e a manipulação irregular dos medicamentos.
O presidente da Abeso alerta para os riscos de produtos de origem duvidosa. “Estamos vendo contrabando e prisões em aeroportos com canetas”, afirma. Ele questiona a procedência e a qualidade desses produtos.
Trujillo enfatiza que o tratamento da obesidade deve ser encarado como uma doença crônica, com benefícios que vão além do emagrecimento, como o controle de diabetes, pressão alta e apneia do sono. O combate ao uso indiscriminado e ao comércio ilegal é crucial para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.
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