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Medicamento Mounjaro gera preocupações por efeitos colaterais e produtos falsificados no Brasil

Medicamento Mounjaro gera polêmica no Brasil com aumento de efeitos colaterais e venda ilegal, levando Anvisa a exigir retenção de receita.

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A Anvisa decidiu que medicamentos como Mounjaro, Ozempic e Wegovy precisam de receita para serem vendidos. Essa medida foi tomada após um aumento nos relatos de efeitos colaterais graves, como enjoos e hospitalizações. Um caso sério ocorreu no Hospital Albert Einstein, onde uma paciente precisou de UTI após usar Mounjaro por três meses. Além disso, há preocupações sobre a venda de produtos falsificados. A Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, afirma que é a única fornecedora legal do medicamento e que não fornece insumos para farmácias de manipulação. Especialistas alertam que muitos pacientes podem estar usando versões manipuladas que não contêm o princípio ativo correto. A Anvisa também destacou que a manipulação só é permitida com insumos aprovados pela agência.

Anvisa exige receita para venda de medicamentos como Mounjaro após relatos de efeitos colaterais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que medicamentos análogos ao GLP-1, como o Mounjaro, Ozempic e Wegovy, sejam vendidos com retenção de receita. A decisão ocorre após o aumento de relatos de efeitos colaterais e a suspeita de comercialização de produtos falsificados ou manipulados.

Médicos alertam para o crescimento de queixas de pacientes após o uso desses medicamentos. Entre os efeitos adversos relatados estão enjoos, vômitos, desidratação e deficiência nutricional grave. Um caso grave foi registrado no Hospital Albert Einstein, onde uma paciente precisou ser internada na UTI após três meses de uso intenso do Mounjaro.

A preocupação se estende à origem dos produtos, com suspeitas de falsificação, contrabando e manipulações não autorizadas. Perfis em redes sociais anunciam a venda do medicamento manipulado, mas a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, afirma ser a única fornecedora legal da tirzepatida, princípio ativo do medicamento, aprovada pela Anvisa e pelo FDA (agência reguladora dos EUA).

A farmacêutica ressalta que não fornece o insumo para farmácias de manipulação, spas médicos ou varejistas online. Usuários relatam resultados positivos com a versão manipulada, mas especialistas alertam para os riscos de produtos com procedência desconhecida.

Endocrinologistas como Gustavo Daher, do Hospital Albert Einstein, alertam que muitos pacientes estão utilizando produtos que sequer contêm a tirzepatida. “A gente suspeita que não estão tomando a tirzepatida. Estão tomando coisas manipuladas, falsificadas, sabe-se Deus lá o que é”, afirma.

A Anvisa reforça que a manipulação de medicamentos só é permitida com o uso do insumo farmacêutico ativo (IFA) avaliado pela agência, obtido por via química. A fiscalização das farmácias de manipulação é de responsabilidade das vigilâncias sanitárias locais.

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