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Salmões enfrentam riscos de poluição farmacêutica que alteram comportamento migratório

Pesquisas revelam que o clobazam acelera a migração de salmões, mas reduz suas respostas ao medo, aumentando a vulnerabilidade a predadores.

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Pesquisadores descobriram que o clobazam, um tipo de medicamento, faz com que os salmões migrem mais rápido, mas também diminui suas reações naturais ao medo, tornando-os mais vulneráveis a predadores no oceano. O estudo, publicado na revista Science, acompanhou mais de setecentos jovens salmões, chamados smolts, durante sua migração no rio Dal, na Suécia. Os peixes que receberam clobazam chegaram ao mar mais de duas vezes mais rápido do que os que não receberam o medicamento. Embora isso pareça bom, a mudança no comportamento pode ser arriscada. O clobazam, que está presente em águas residuais, altera comportamentos importantes, como a formação de cardumes, que ajuda os salmões a se protegerem de predadores. Os salmões sob efeito do medicamento nadaram mais afastados uns dos outros, mostrando que sua resposta ao medo diminuiu. Assim, mesmo que mais salmões cheguem ao mar, isso não garante que a população esteja saudável a longo prazo.

Pesquisadores descobriram que a exposição ao clobazam, um benzodiazepínico, acelera a migração de salmões, mas reduz suas respostas naturais ao medo, aumentando a vulnerabilidade a predadores no oceano. O estudo foi publicado na revista Science em 10 de abril.

Os cientistas acompanharam mais de setecentos jovens salmões, conhecidos como smolts, durante sua migração no rio Dal, na Suécia. Os peixes expostos ao clobazam chegaram ao mar mais de duas vezes mais rápido que os do grupo controle, que não recebeu o medicamento. Essa mudança pode parecer benéfica, mas traz riscos.

O clobazam, encontrado em águas residuais, pode alterar comportamentos naturais, como a formação de cardumes, essencial para a proteção contra predadores. Os salmões sob a influência do medicamento nadaram mais afastados uns dos outros, indicando uma diminuição nas respostas de medo.

Embora a migração mais rápida possa ajudar os salmões a alcançar o mar, a redução do medo pode torná-los mais suscetíveis a predadores. O professor Christopher C. Caudill alertou que, apesar de mais salmões chegarem ao mar, isso não garante a saúde da população a longo prazo.

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