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Gepotidacina: novo antibiótico promete combater gonorrea resistente em ensaio clínico

Gepotidacina, novo antibiótico, mostra eficácia no combate à gonorreia, em meio à crescente resistência bacteriana. Avanço crucial na saúde pública.

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As autoridades de saúde estão preocupadas com a resistência crescente a antibióticos, que resulta em superbactérias como a Neisseria gonorrhoeae, causadora da gonorreia. Um novo estudo internacional com mais de 600 pacientes mostrou que a gepotidacina é eficaz no tratamento da doença, sendo o primeiro antibiótico com um novo mecanismo de ação em mais de 30 anos. Na Espanha, os casos de gonorreia aumentaram 42% em três anos, especialmente entre homens jovens, e a Organização Mundial da Saúde estima que há mais de 82 milhões de casos anuais no mundo. A gepotidacina, que foi aprovada recentemente nos Estados Unidos para infecções urinárias, eliminou a bactéria em 93% dos casos, superando o tratamento padrão. O estudo também destacou que a resistência da Neisseria gonorrhoeae a antibióticos está aumentando, com taxas de resistência à ceftriaxona variando de 8% a 27% em alguns países asiáticos. Embora a gepotidacina tenha mostrado resultados promissores, o estudo teve limitações, como a baixa participação de mulheres e uma eficácia reduzida em casos de gonorreia oral, onde a taxa caiu para 88%. Além disso, dois terços dos pacientes relataram efeitos adversos, mas a maioria foi leve.

As autoridades de saúde alertam sobre a crescente resistência a antibióticos, que resulta na proliferação de superbactérias, como a Neisseria gonorrhoeae, causadora da gonorreia. Um ensaio clínico internacional com mais de 600 pacientes revelou que a gepotidacina é eficaz no tratamento da doença, sendo o primeiro antibiótico com um novo mecanismo de ação em mais de 30 anos.

A médica Gema Fernández Rivas, do Hospital Germans Trias, destaca que o número de casos de gonorreia aumentou 42% em três anos na Espanha, especialmente entre homens jovens. O uso de drogas para prolongar relações sexuais tem contribuído para esse aumento, levando a práticas de alto risco. A Organização Mundial da Saúde estima mais de 82 milhões de casos anuais de gonorreia no mundo.

A gepotidacina, aprovada recentemente nos Estados Unidos para infecções urinárias, demonstrou eliminar a bactéria em 93% dos casos, superando a eficácia do tratamento padrão com ceftriaxona e azitromicina. O estudo, publicado na revista The Lancet, ressalta que a resistência da Neisseria gonorrhoeae a antibióticos tem crescido, com taxas de resistência à ceftriaxona variando de 8% a 27% em países asiáticos.

O microbiólogo Bruno González Zorn elogia a descoberta, afirmando que é crucial desenvolver novos antibióticos. Embora a gepotidacina tenha mostrado resultados promissores, o estudo aponta limitações, como a baixa participação de mulheres e a eficácia reduzida em casos de gonorreia oral, onde a taxa cai para 88%. Efeitos adversos foram relatados em dois terços dos pacientes, mas foram principalmente leves.

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