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Compartilhar refeições aumenta bem-estar e satisfação com a vida, revela pesquisa

Compartilhar refeições está ligado a maior satisfação com a vida, mas nos EUA, jantares solitários crescem. Entenda essa tendência.

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Um estudo da University College London mostra que compartilhar refeições com outras pessoas está ligado a uma maior satisfação com a vida. A pesquisa, que envolveu dados de 142 países entre 2022 e 2023, revelou que quem almoça ou janta com amigos e familiares tende a avaliar sua vida em um ponto a mais em uma escala de zero a dez. Os pesquisadores usaram informações da Gallup World Poll, que entrevistou mais de 150 mil pessoas sobre seu bem-estar e a frequência de refeições compartilhadas. Os resultados indicam que na América Latina e no Caribe as pessoas compartilham mais refeições, enquanto no sul da Ásia esse número é bem menor. Nos Estados Unidos, a tendência é que mais pessoas jantem sozinhas, com um aumento de 50% no número de adultos que relataram comer todas as suas refeições sozinhos entre 2003 e 2023. Atualmente, 26% dos adultos americanos afirmam que não compartilharam refeições no dia anterior à pesquisa. Essa mudança é atribuída, em parte, ao impacto da pandemia da Covid-19. Adultos com mais de 65 anos são os que mais comem sozinhos, mas o aumento entre os jovens com menos de 35 anos tem sido ainda mais acentuado desde 2018. Os pesquisadores acreditam que essa diminuição no compartilhamento de refeições pode estar relacionada a uma queda nas conexões sociais e na coesão comunitária.

Pessoas que compartilham refeições com outras apresentam níveis mais altos de bem-estar e satisfação com a vida, conforme pesquisa da University College London. O estudo, que abrangeu dados de 142 países entre 2022 e 2023, revela que aqueles que costumam almoçar ou jantar com amigos e familiares relatam, em média, um ponto a mais em suas avaliações de vida, em uma escala de zero a dez.

Os pesquisadores utilizaram dados da Gallup World Poll, que entrevistou mais de 150 mil pessoas sobre seu bem-estar e a frequência de compartilhamento de refeições. Os resultados mostram que países da América Latina e do Caribe compartilham o maior número de refeições, com quase dois terços dos almoços e jantares. Em contraste, países do sul da Ásia reportaram menos de quatro refeições compartilhadas por semana.

Nos Estados Unidos, o estudo observou uma tendência crescente de pessoas jantando sozinhas. Entre 2003 e 2023, o número de adultos que relataram comer todas as suas refeições sozinhos aumentou em mais de 50%, com 26% dos adultos afirmando que não compartilharam refeições no dia anterior à pesquisa. Essa mudança é atribuída, em parte, ao comportamento social alterado pela pandemia da Covid-19.

Adultos com mais de 65 anos são os mais propensos a comer sozinhos, mas a taxa entre pessoas com menos de 35 anos cresceu mais rapidamente desde 2018. Os pesquisadores sugerem que essa diminuição no compartilhamento de refeições pode estar ligada a um declínio no capital social, afetando a coesão comunitária e as conexões interpessoais.

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