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Carlos Augusto Monteiro defende a classificação Nova e critica proposta da Novo Nordisk

Carlos Augusto Monteiro e mais de 90 cientistas defendem a integridade da classificação Nova contra tentativas de alteração por interesses da indústria.

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Carlos Augusto Monteiro, professor da USP, rejeitou a proposta da Fundação Novo Nordisk para mudar a classificação Nova, que organiza os alimentos em quatro grupos. A fundação sugeriu tirar os cereais ultraprocessados dessa classificação, o que Monteiro e mais de noventa cientistas consideraram um conflito de interesse. Ele defende que a classificação Nova é baseada em evidências sólidas e é reconhecida por instituições como a OMS e a FAO. Em uma carta aberta, Monteiro criticou a fundação por falta de conhecimento e por agir em favor da indústria alimentícia. Os cientistas que apoiaram Monteiro pediram que a fundação não usasse o nome “Nova” em suas comunicações, ressaltando a importância de manter a integridade da classificação original. Monteiro acredita que discutir os ultraprocessados é fundamental para entender as mudanças na alimentação e seus efeitos na saúde pública.

Carlos Augusto Monteiro, professor emérito da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), rejeitou a proposta da Fundação Novo Nordisk para alterar a classificação Nova, que categoriza alimentos em quatro grupos. A crítica à proposta surgiu após a fundação sugerir a exclusão de cereais ultraprocessados dessa classificação, o que foi considerado um conflito de interesse.

Monteiro, que desde 1990 recusa financiamentos privados para suas pesquisas, defende que a classificação Nova é baseada em evidências científicas robustas e amplamente reconhecida por instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Em uma carta aberta, ele acusou a fundação de falta de conhecimento e de agir em prol da indústria alimentícia.

Mais de noventa cientistas internacionais apoiaram Monteiro, alertando sobre os potenciais conflitos de interesse da Novo Nordisk, que lucra com tratamentos de doenças relacionadas à alimentação. Eles pediram que a fundação não utilizasse o termo “Nova” em suas comunicações, destacando a importância de preservar a integridade da classificação original.

A classificação Nova, que critica a indústria de alimentos ultraprocessados, enfrenta resistência, mas Monteiro acredita que a crescente aceitação reflete a necessidade de abordar a alimentação de forma mais ampla. Ele ressalta que discutir ultraprocessados é essencial para entender as mudanças na cultura alimentar e os impactos na saúde pública.

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