Pesquisadores da Universidade Federal do ABC estudaram a poluição por metais no Lago das Garças, em São Paulo, usando uma técnica que analisa sedimentos para entender como o meio ambiente mudou ao longo do tempo. O estudo mostrou que a poluição aumentou com a industrialização e o crescimento da população. Foram analisados metais como cobalto, cromo, cobre, ferro, manganês, níquel, chumbo e zinco.
Os cientistas coletaram amostras de sedimentos e descobriram três períodos de poluição. Até 1950, os níveis de metais eram baixos. Entre 1950 e 1975, esses níveis começaram a subir devido ao aumento da indústria e do tráfego de aviões. O maior nível de poluição foi entre 1975 e 2000, especialmente após a construção da Rodovia dos Imigrantes em 1974.
Um ponto importante do estudo foi a queda nos níveis de chumbo após 1986, quando o Brasil proibiu a gasolina com chumbo. Isso fez com que a quantidade desse metal nos sedimentos diminuísse. No entanto, outros metais, como cobalto e níquel, continuaram a aumentar, provavelmente por mudanças nas indústrias da região.
Os pesquisadores destacaram que os sedimentos guardam informações sobre as mudanças ambientais ao longo do tempo. Apesar de algumas reduções na poluição, muitos metais ainda estão presentes, representando um problema ambiental. O estudo reforça a necessidade de políticas para controlar a poluição e ajudar na recuperação de áreas afetadas.
Pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC) realizaram um estudo sobre a poluição por metais no Lago das Garças, em São Paulo, utilizando a paleolimnologia, que analisa sedimentos para entender mudanças ambientais. Os resultados, publicados na revista Environmental Science and Pollution Research, mostram a relação entre industrialização, crescimento populacional e aumento da poluição por metais, como cobalto, cromo, cobre, ferro, manganês, níquel, chumbo e zinco.
As amostras de sedimentos, coletadas por mergulhadores, revelaram três períodos distintos de poluição. O primeiro, até 1950, apresentou baixas concentrações de metais. Entre 1950 e 1975, os níveis começaram a aumentar devido a fatores como o crescimento industrial e o tráfego aéreo. O pico da poluição ocorreu entre 1975 e 2000, com um aumento significativo de metais, especialmente após a instalação da Rodovia dos Imigrantes em 1974.
Um dado importante do estudo foi a redução dos níveis de chumbo após 1986, quando o Brasil proibiu o uso de gasolina com chumbo. A proibição resultou em uma diminuição mensurável da concentração desse metal nos sedimentos. No entanto, outros metais, como cobalto e níquel, continuaram a aumentar, possivelmente devido a mudanças nas atividades industriais na região.
Os pesquisadores destacam que os sedimentos atuam como um arquivo ambiental, preservando evidências de mudanças ao longo do tempo. Apesar das reduções observadas, muitos metais ainda persistem nos sedimentos, representando um passivo ambiental. O estudo enfatiza a necessidade de políticas públicas rigorosas para controlar a poluição e promover a recuperação ambiental em áreas afetadas.
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