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Cortes no orçamento federal ameaçam programas de cessação do tabagismo nos EUA

Cortes orçamentários do HHS ameaçam programas de cessação do tabagismo nos EUA, colocando em risco avanços na saúde pública.

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O uso de tabaco nos Estados Unidos está diminuindo, mas ainda há problemas de saúde. O governo gastou muito em campanhas para ajudar as pessoas a parar de fumar. No entanto, cortes recentes no orçamento do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, liderado por Robert F. Kennedy Jr., podem prejudicar esses esforços. O Escritório de Saúde do Tabaco, que ajudava a financiar programas de controle do tabaco, foi fechado. Isso pode dificultar a ajuda para quem quer parar de fumar e aumentar o número de pessoas que continuam a usar tabaco.

As linhas de apoio, chamadas quitlines, são muito importantes. Elas ajudaram mais de 175 mil pessoas a parar de fumar nos últimos dois anos. Uma pesquisa recente mostrou que essas linhas receberam mais de 1,2 milhão de chamadas e ajudaram mais de 500 mil usuários de tabaco. O financiamento para essas linhas varia entre os estados, e a falta de recursos pode fazer com que muitos serviços sejam cortados ou até fechados. Sem programas conhecidos como o 800-QUIT-NOW, menos pessoas podem procurar ajuda para parar de fumar, o que pode reverter os avanços feitos na luta contra o tabagismo.

O uso de tabaco nos Estados Unidos tem apresentado uma tendência de queda, mas as disparidades de saúde continuam a ser um desafio. O governo federal investiu milhões em campanhas de combate ao tabagismo e em programas de cessação. Contudo, os recentes cortes orçamentários do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), sob a liderança de Robert F. Kennedy Jr., ameaçam esses avanços, especialmente com a eliminação do Escritório de Saúde do Tabaco (OSH).

A OSH desempenhava um papel crucial, financiando programas de controle do tabaco em todos os estados e territórios dos EUA. A extinção desse escritório pode resultar na redução de recursos essenciais para ajudar os fumantes a deixarem o vício, o que, segundo especialistas, pode levar a um aumento no uso de tabaco e nos custos associados a doenças crônicas relacionadas. Além disso, o HHS colocou vários funcionários do Centro de Produtos de Tabaco da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) em licença, o que pode afetar a supervisão de produtos de tabaco.

As linhas de apoio à cessação, conhecidas como quitlines, têm sido fundamentais nesse contexto. Dados da North American Quitline Consortium (NAQC) indicam que essas linhas ajudaram mais de 175 mil pessoas a parar de fumar nos últimos dois anos. A pesquisa de 2024 da NAQC revelou que as quitlines receberam mais de 1,2 milhão de chamadas e forneceram recursos a mais de 500 mil usuários de tabaco. A dependência de financiamento federal varia entre os estados, e a falta de recursos pode comprometer a continuidade desses serviços.

O presidente e CEO da NAQC, Thomas Ylioja, destacou que as quitlines são essenciais para o tratamento do tabagismo, oferecendo aconselhamento gratuito e medicamentos como adesivos de nicotina. Sem o suporte contínuo, muitos programas poderão ser drasticamente reduzidos ou até mesmo encerrados. A eliminação de programas reconhecíveis, como o 800-QUIT-NOW, pode resultar em menos pessoas buscando ajuda para parar de fumar, o que pode reverter anos de progresso na luta contra o tabagismo nos Estados Unidos.

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