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Cientista desenvolve técnica de ‘embaralhamento cognitivo’ para combater insônia

Cientista desenvolve técnica de "embaralhamento cognitivo" para ajudar a dormir. Estudos iniciais mostram eficácia, mas mais pesquisas são necessárias.

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Dr. Luc Beaudoin, um cientista que ensina na Simon Fraser University, criou uma técnica chamada embaralhamento cognitivo para ajudar as pessoas a dormir melhor. Ele teve dificuldades para dormir e, inspirado por uma aula de psicologia, decidiu entender como o cérebro controla o sono. Em 2009, ele formalizou essa técnica, que consiste em pensar em palavras aleatórias e sem emoção, ajudando a mente a se distrair de preocupações.

Pesquisas recentes mostram que essa técnica pode melhorar a qualidade do sono e facilitar o adormecimento, embora mais estudos sejam necessários. A prática envolve escolher uma palavra e pensar em palavras que começam com cada letra dela, mantendo a mente ocupada por alguns segundos. Especialistas afirmam que isso ajuda a relaxar e a dormir mais facilmente.

A eficácia do embaralhamento cognitivo está ligada a princípios da neurociência e da psicologia do sono. Um estudo com estudantes universitários indicou que aqueles que usaram essa técnica relataram melhorias no sono. Para praticar, não há um número fixo de palavras ou tempo, mas se não funcionar em até 20 minutos, é melhor parar e fazer algo relaxante antes de tentar novamente. Beaudoin alerta que essa técnica não substitui cuidados adequados para dormir e que é importante buscar ajuda profissional em casos de insônia persistente.

Dr. Luc Beaudoin, cientista cognitivo e professor adjunto na Simon Fraser University, desenvolveu a técnica de embaralhamento cognitivo para ajudar a induzir o sono. Inspirado por suas próprias dificuldades para dormir e por uma aula de psicologia, Beaudoin buscou entender o “sistema de controle do início do sono” do cérebro humano. Em 2009, ele formalizou essa técnica, que envolve conjurar mentalmente palavras aleatórias e impessoais, permitindo que a mente se distraia de preocupações.

Estudos recentes indicam que o embaralhamento cognitivo pode melhorar a qualidade do sono e facilitar o adormecimento, embora ainda haja necessidade de mais pesquisas. A técnica consiste em pensar em palavras que começam com cada letra de uma palavra escolhida aleatoriamente, mantendo a mente ocupada por cinco a oito segundos em cada palavra. A Dra. Fariha Abbasi-Feinberg, especialista em medicina do sono, afirma que essa abordagem ajuda a relaxar a mente, permitindo que o sono ocorra mais naturalmente.

A eficácia do embaralhamento cognitivo se alinha com princípios da neurociência cognitiva e psicologia do sono, conforme apontado pela Dra. Leah Kaylor. Ela destaca que essa técnica pode replicar o estado cognitivo pré-sono, onde ocorrem “microsonhos” e pensamentos fragmentados. Um estudo de Beaudoin com 154 estudantes universitários mostrou que aqueles que praticaram a técnica relataram melhorias na qualidade do sono e na dificuldade para adormecer.

Para praticar o embaralhamento cognitivo, não há um número fixo de palavras ou tempo determinado. Especialistas recomendam que, se a técnica não funcionar em até 20 minutos, é melhor interromper e realizar uma atividade relaxante antes de tentar novamente. Beaudoin ressalta que essa técnica não substitui a higiene do sono adequada e não deve ser vista como uma cura para distúrbios do sono, enfatizando a importância de consultar um profissional de saúde em casos de insônia persistente.

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