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Chuvas intensas inundam Beni, na Bolívia, e afetam gado e plantações locais

Chuvas intensas na Bolívia submergem Beni, ameaçando gado e colheitas, e resultam em 55 mortes e 590 mil famílias afetadas.

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Na Bolívia, a região rural de Beni está enfrentando chuvas muito fortes que submergiram pastos e plantações. Isso colocou em risco cerca de 200 mil cabeças de gado e afetou 590 mil famílias. O fenômeno é considerado incomum e severo para esta época do ano, resultando em pelo menos 55 mortes. Um pecuarista local comentou que a água continua a subir, tornando a situação ainda mais difícil.

As enchentes atingiram cidades como Puerto Almacén e Puerto Ballivián, fazendo com que muitas famílias deixassem suas casas em busca de abrigo. Uma moradora expressou sua preocupação, dizendo que a água sobe todos os dias. Além disso, a presença de cobras e onças nas áreas alagadas tem gerado mais medo entre os moradores.

A agricultura também foi severamente afetada. Um agricultor mostrou como suas plantações de arroz, banana e mandioca foram submersas, enquanto sua esposa tentava cozinhar em uma plataforma de madeira cercada pela água. Especialistas afirmam que as mudanças climáticas estão tornando as chuvas mais intensas e atrasando seu início. O Rio Mamoré, que passa pela Bolívia e Brasil, transbordou, causando ainda mais destruição na região.

Na região rural de Beni, na Bolívia, chuvas intensas submergiram pastos e plantações, colocando em risco duzentas mil cabeças de gado e afetando 590 mil famílias. O fenômeno, considerado incomum e severo para a época do ano, resultou em pelo menos 55 mortes. O pecuarista Gunther Amatller relatou à Reuters que a água continua a subir, dificultando a previsão da situação.

As enchentes, que atingiram áreas como Puerto Almacén e Puerto Ballivián, forçaram muitas famílias a abandonar suas casas e buscar abrigo em locais improvisados. Mayra Peralta, uma das afetadas, expressou sua angústia ao afirmar: “Todos os dias, a água sobe.” A situação se agrava com a presença de cobras e onças nas áreas alagadas, conforme relatou Teresa Vargas, proprietária de uma fazenda.

Os efeitos das chuvas também impactaram a agricultura local. Jesús Martínez mostrou como suas plantações de arroz, banana e mandioca foram submersas, enquanto sua esposa cozinha em uma plataforma de madeira cercada pela água. “Está tudo debaixo d’água,” lamentou ele, evidenciando a gravidade da situação.

Especialistas apontam que as mudanças climáticas têm alterado os padrões de chuva, tornando-as mais intensas e atrasando seu início. O Rio Mamoré, que atravessa a Bolívia e o Brasil, transbordou, causando destruição em seu caminho e exacerbando a crise humanitária na região.

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