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Pesquisadores da UFF desenvolvem jogos virtuais para auxiliar crianças com TEA

- Pesquisadores da UFF criaram jogos virtuais para crianças com TEA, visando comunicação. - O projeto Adaca atende crianças de 2 a 13 anos, com suporte de fonoaudiólogos. - Jogos utilizam recursos sensoriais e inteligência artificial para monitorar desempenho. - Atendimento psicológico é oferecido, promovendo integração escolar e familiar. - Adaca concorre ao Prêmio Jovem Cientista, focando em inclusão digital e conectividade.

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolveram jogos virtuais para auxiliar crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no desenvolvimento da comunicação e expressão. O projeto, chamado Ambiente Digital de Aprendizagem para Crianças Autistas (Adaca), visa tornar a tecnologia mais acessível a esse público. Realizado no campus de Volta Redonda, atende crianças de 2 a […]

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolveram jogos virtuais para auxiliar crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no desenvolvimento da comunicação e expressão. O projeto, chamado Ambiente Digital de Aprendizagem para Crianças Autistas (Adaca), visa tornar a tecnologia mais acessível a esse público. Realizado no campus de Volta Redonda, atende crianças de 2 a 13 anos com o apoio de fonoaudiólogos e educadores.

Os jogos, disponíveis para computadores, tablets e celulares, utilizam recursos sensoriais, como visão e audição, essenciais para o aprendizado de crianças com TEA. Para manter a atenção dos pequenos, os desenvolvedores implementaram dicas visuais que aparecem após um tempo determinado, ajudando as crianças a interagir com o jogo. Além disso, um sistema de Inteligência Artificial monitora o desempenho dos usuários.

Vera Lúcia Caminha, coordenadora do projeto, destaca que muitos com TEA se adaptam bem a dispositivos digitais, que podem ser grandes aliados no aprendizado. Contudo, o acesso a esses recursos ainda enfrenta barreiras, como a disponibilidade de aparelhos adequados. Entre 2022 e 2023, o Brasil viu um aumento significativo no número de crianças com TEA em salas de aula comuns, passando de 405.056 para 607.144, conforme o Censo de Educação Básica.

O Adaca também oferece suporte psicológico, orientando famílias e promovendo a inclusão escolar. O projeto foi uma das iniciativas destacadas na trigésima edição do Prêmio Jovem Cientista, que recebeu 799 inscrições com foco em conectividade e inclusão digital. A premiação, promovida pelo CNPq e Fundação Roberto Marinho, será divulgada em fevereiro e abrange temas como inteligência artificial e ética na realidade virtual.

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