Os incêndios florestais que devastam a região de Los Angeles em janeiro de 2025 levaram os bombeiros a utilizar água do mar como último recurso. Com um suprimento limitado de água doce, aviões Super Scoopers despejam 1.500 galões de água salgada sobre as chamas. Embora o Oceano Pacífico ofereça um suprimento abundante, a água salgada […]
Os incêndios florestais que devastam a região de Los Angeles em janeiro de 2025 levaram os bombeiros a utilizar água do mar como último recurso. Com um suprimento limitado de água doce, aviões Super Scoopers despejam 1.500 galões de água salgada sobre as chamas. Embora o Oceano Pacífico ofereça um suprimento abundante, a água salgada pode corroer equipamentos e prejudicar ecossistemas locais, como os arbustos chaparrais, que não estão adaptados a esse tipo de salinidade.
A utilização de água do mar para combater incêndios é uma solução emergencial, mas traz riscos. A água salgada pode estressar plantas e afetar a saúde do solo. O ecologista Patrick Megonigal, do Smithsonian Environmental Research Center, lidera um experimento chamado TEMPEST, que investiga como florestas costeiras reagem à exposição à água salgada, simulando condições de tempestades. O aumento do nível do mar, que subiu cerca de 20 centímetros no último século, já tem causado impactos nas florestas e ecossistemas dos EUA.
Os resultados preliminares do experimento indicam que, após exposições de 10 e 20 horas à água salgada, as florestas mostraram resiliência. No entanto, após uma exposição de 30 horas, as folhas de árvores como o álamo tulipa começaram a murchar, evidenciando que a tolerância ao sal pode ser superada. A água do solo, que normalmente é clara, tornou-se marrom devido à lixiviação de compostos orgânicos, um fenômeno que pode alterar a química do solo por anos.
Embora a água do mar possa ser uma solução rápida para os incêndios, os bombeiros preferem água doce quando disponível, devido aos riscos associados à salinidade. Com o aumento das temperaturas globais e a elevação do nível do mar, os ecossistemas costeiros enfrentam desafios crescentes, e a pesquisa continua para entender os impactos a longo prazo da salinidade em diferentes ambientes.
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