- Entre os últimos quatro anos, pelo menos 570 bebês Yanomami morreram por doenças tratáveis, como diarreia e malária, uma média de três óbitos por semana; as mortes de crianças com menos de cinco anos aumentaram 29% em relação ao período anterior.
- A crise envolve desnutrição: seis a cada dez crianças Yanomami com menos de cinco anos estão malnutridas; em 2022, seis crianças com menos de um ano faleceram por causas preveníveis com saúde e medicamentos.
- O território Yanomami fica no norte da Amazônia, entre Roraima e Amazonas; a região abriga mais de trinta mil indígenas e tem sido alvo de mineração ilegal, que contamina rios e agrava doenças.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou representantes Yanomami em Boa Vista, anunciou ações emergenciais e formou um grupo de trabalho para evitar novas mortes e criar um centro de operações; o governo declarou a situação como emergência de saúde pública.
- Medidas anunciadas incluem a distribuição de cinco mil cestas de alimentos (85 toneladas) e envio de duzentos canais de suplementos nutricionais; forças aéreas já atuam na entrega, e há planos para expulsar invasores e abrir investigações sobre crimes na área.
O Instituto Yanomami enfrenta uma crise de saúde amplificada nos últimos quatro anos, com pelo menos 570 infants mortos por doenças tratáveis como diarreia e malária. A taxa equivale a cerca de três óbitos por semana, conforme apuração de um veículo de notícias ambiental.
A contagem, publicada pela Sumaúma, mostra um aumento de 29% nas mortes de crianças com menos de cinco anos em comparação aos quatro anos anteriores. Junto aos números, foram divulgidas imagens de crianças Yanomami desnutridas, com fontes não identificadas por segurança.
A pesquisa também aponta que seis de cada dez menores de cinco anos apresentam desnutrição. Em 2022, seis crianças com menos de um ano morreram por causas evitáveis com acesso a serviços de saúde. especialistas alertam que os números reais podem ser ainda maiores.
A ong Survival International destacou que as mortes e os casos de malária e desnutrição tendem a estar subnotificados, reforçando a gravidade da situação. A organização tem acompanhado de perto a crise Yanomami e cobrando ações.
O Território Yanomami ocupa parte da região Norte da Amazônia, entre Roraima e Amazonas, com uma fração no país vizinho. O presidente Lula visitou representantes Yanomami em Boa Vista no dia 21 de janeiro, acompanhado pela ministra da Saúde e pela primeira ministra das populações indígenas.
Lula descreveu a situação como uma emergência de saúde pública de importância nacional e anunciou a criação de uma força-tarefa para planejar medidas que evitem novas mortes no território. A pasta de Funai apresentou medidas para distribuir alimentos e suplementos a crianças desnutridas.
A Funai informou que serão 5 mil cestas básicas, equivalentes a 85 toneladas de alimento, além de 200 caixas de suplementos nutricionais. A Força Aérea já iniciou a entrega dessas ações, com apoio logístico para comunidades isoladas.
Especialistas afirmam que o plano precisa de ações rápidas para o controle da fome, seguida de reorganização do sistema de saúde e de uma operação policial para evacuar invasores ilegais. A base para este esforço envolve cooperação entre governo e organizações indígenas.
Observadores indicam que a expulsão de garimpeiros, necessária para interromper a contaminação por mercúrio e a violência, exige vontade política e recursos. A história de décadas de invasões mostra a gravidade dos impactos na saúde indígena.
A autoridade competente informou que será aberta uma investigação policial sobre crimes na área Yanomami. O objetivo é apurar possíveis violações que possam caracterizar genocídio ou outras formas de dano coletivo.
A crise Yanomami já mobilizou diversos atores da sociedade civil. Organizações indígenas destacam que mudanças estruturais não ocorrem da noite para o dia, ainda que haja sinalizações de comprometimento do governo.
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