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Casas em Londres, Essex e Kent podem afundar com crise climática

Análise aponta risco de subsidência climática para centenas de milhares de casas em Londres, Essex e Kent, com até 1,8 milhão de imóveis afetados até 2070 em cenário intermediário

Signs of subsidence include diagonal cracks around window and door frames. It can substantially reduce a property’s value and lends will often refuse to offer mortgages until it has been resolved.
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  • Análise da British Geological Survey aponta que milhões de casas podem ficar em risco de subsidência relacionada ao clima, principalmente em Londres, Essex, Kent e uma faixa leste da Inglaterra.
  • O aquecimento e os verões mais secos devem reduzir o solo sob as estruturas, puxando as fundações para baixo e aumentando movimentos.
  • Em 2070, até cerca de 500 mil imóveis podem ser afetados sob cenário de emissões baixas; sob cenário médio, o impacto pode passar de 1,8 milhão de propriedades.
  • Áreas mais vulneráveis incluem regiões densamente povoadas de Londres—com destaque para Camden, Islington e Barnet—e parte de Kent.
  • A subsidence pode reduzir o valor de imóveis e dificultar obtenção de financiamento, exigindo intervenções como estabilização do terreno, underpinning e remoção de obstáculos.

Millions de residências correm risco de subsidência ligada ao clima, aponta estudo da British Geological Survey (BGS). Summers mais quentes e secos, impulsionados pelo aquecimento global, podem fazer o terreno encolher e puxar as fundações para baixo.

As áreas mais vulneráveis ficam em Londres, em partes de Essex e de Kent, além de um corredor que vai de Oxford até The Wash, na costa leste da Inglaterra. Pesquisadores destacam que a intensidade dos impactos deve aumentar.

Segundo a BGS, a combinação de dados geotécnicos com cenários de chuva e temperatura para o século presente permite identificar regiões com maior probabilidade de subsidência por retração do solo. Londres aparece entre as zonas mais afetadas.

Os sinais da subsidência incluem fissuras diagonais ao redor de janelas e portas e pisos que não são mais planos. Autorizações de crédito e seguros de hipoteca costumam depender da resolução do problema, que pode exigir intervenções estruturais ou estabilização do terreno.

Dados históricos ajudam a contextualizar o risco. Em 2025, a primavera mais quente já registrada no Reino Unido coincidiu com o período mais seco em mais de cinco décadas, gerando prejuízos e ações de seguradoras. No primeiro semestre do ano, as reivindicações associadas à subsidência atingiram cerca de 153 milhões de libras.

Projeções futuras

A análise estima que, até 2070, cerca de 500 mil imóveis podem ser afetados em um cenário de emissões baixas, alinhado ao Acordo de Paris. Em cenário de emissões médias, o total pode superar 1,8 milhão.

Regiões de alta densidade populacional de Londres — como Camden, Islington e Barnet — aparecem entre as mais suscetíveis, assim como áreas de Kent. Sob o cenário intermediário, a parcela de imóveis na capital afetados pode ultrapassar 26% até 2070.

Especialistas ressaltam que alterações climáticas, com verões mais secos e quentes combinados a invernos mais quentes e úmidos, devem persistir. A necessidade de planejamento e medidas de mitigação é destacada pelos pesquisadores.

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