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Comunidade choque após abrigo rochoso aborígene demolido para linhas de energia NSW

Comunidade aborígene fica em choque após abrigo rochoso ser arrasado por máquinas durante obras de linhas de transmissão da zona Central-West Orana, NSW

Contractors have destroyed an Indigenous rock shelter while building power lines for a renewable energy zone near Mudgee.
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  • Um abrigo rochoso de origem aborígene foi destruído por retroescavadeiras em março, durante a construção de pistas de acesso para a zona de energia renovável Central-West Orana, cerca de 300 km ao noroeste de Sydney.
  • A empresa Acerez, contratada pelo governo de New South Wales, verificou o dano em maio durante checagens de due diligence e afirmou que as proteções não foram plenamente implementadas.
  • O local era um abrigo de 4×2 metros que poderia oferecer proteção contra chuva e ventos, além de possivelmente conter depósitos arqueológicos.
  • O caso provocou revolta entre membros da comunidade Wiradjuri, Tubba-Gah e Gamilaraay, com pedidos de responsabilização e de punições mais severas.
  • Investigações estão em andamento, com EnergyCo dizendo que Acerez não cumpriu os planos de gestão e proteção do patrimônio, e autoridades buscando uma apuração independente.

O abrigo rochoso aborígene foi destruído por máquinas durante a construção de trilhas de acesso para a zona de energia renovável Central-West Orana, no nordeste da Austrália. O incidente ocorreu em março, no estado de New South Wales, cerca de 300 km ao noroeste de Sydney. A área era considerada patrimônio cultural e protegia abrigo de rocha de cerca de 4×2 metros, com potencial de depósitos arqueológicos.

A empresa Acerez, contratada pelo governo estadual para projetar, construir e operar o empreendimento, descobriu os danos em maio durante diligências de due diligence. A companhia informou que os procedimentos de proteção ao abrigo não foram plenamente implementados e pediu desculpas à comunidade tradicional e aos moradores locais.

Indígenas locais ressaltam o impacto e descrevem o episódio como irreparável. Um líder Wiradjuri, Tubba-Gah e Gamilaraay mencionou emoções de choque e raiva diante da perda permanente, destacando que o episódio exige responsabilização firme.

Penny Sharpe, ministra do governo estadual responsável por clima, energia, patrimônio e meio ambiente, classificou o ocorrido como inaceitável e afirmou estar furiosa com o dano. Investigações sobre como e por que o abrigo foi destruído já estão em curso.

A EnergyCo, agência estatal responsável pela zona, informou que a Acerez não cumpriu os planos de proteção do patrimônio e de gestão cultural. A empresa informou que as salvaguardas devem ser seguidas estritamente durante toda a execução do projeto.

Membros do Congresso e líderes comunitários pressionam por accountability. O deputado federal Andrew Gee pediu a renúncia do CEO da Acerez, apontando a perda do patrimônio cultural Wiradjuri e nacional como irrecuperável. O Conselho de Terras Aborígenes de NSW também destacou a necessidade de leis mais rigorosas de proteção ao patrimônio.

Entre os envolvidos, Dahlstrom participou de avaliações de patrimônio cultural para o projeto e sustenta a necessidade de reengajamento adequado com as comunidades tradicionais. Ele também solicitou proteção emergencial e contínua para outros sítios de patrimônio dentro da área de construção.

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