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Incêndio de charneca de quatro dias é o primeiro megaincêndio do Reino Unido

Fogo de quatro dias em Dava Moor é o primeiro megafogo do Reino Unido, liberando carbono equivalente a oitenta e cinco por cento das emissões anuais médias por incêndios no país

Peter Jolly/Northpix Flames engulf trees and send plumes of smoke into the air.
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  • Um incêndio florestal ocorrido por quatro dias na região das Highlands e Moray, no ano passado, é considerado o primeiro megafogo do Reino Unido.
  • O fogo em Dava Moor incendiou uma área de 11,827 hectares (29,225 acres), equivalente a grande parte do que normalmente queima no país em um ano.
  • O fogo liberou gases de efeito estufa contidos por milênios em solos de turfa, contribuindo com uma quantidade de carbono similar a 85% das emissões anuais médias provocadas por incêndios no Reino Unido entre 2001 e 2021.
  • A pesquisa foi liderada pela Stanford Doerr School of Sustainability, com participação de universidades da Inglaterra e da Holanda; financiamento incluiu Agência Espacial Britânica e a Nasa.
  • Os especialistas destacam que condições muito secas e vegetação inflamável permitiram que o fogo alcançasse turfa profunda, reforçando a necessidade de preservar turfeiras e melhorar estratégias de combate a incêndios na região.

Aerial view mostra Dava Moor após o incêndio que se estendeu por quatro dias, na região das Highlands e Moray. Segundo pesquisadores, foi o primeiro megaincêndio do Reino Unido. O fogo começou em 28 de junho do ano passado.

O evento atingiu 29 225 acres na área de Dava e Carrbridge, área equivalente a quase 30 vezes o Strathclyde Park, segundo a Scottish Land and Estates. O incêndio coincidiu com um novo fogo próximo a Carrbridge.

Pesquisadores associam o megaincêndio a condições secas incomuns e vegetação altamente inflamável, que permitiram que o fogo atingisse solos de turfa profundos. O estudo combina campo e dados de satélite.

Detalhes e autoria

O trabalho foi liderado pela Stanford Doerr School of Sustainability, de Stanford University, nos EUA. Instituições do Reino Unido e da Holanda também participaram da pesquisa.

Alguns recursos de apoio vieram da UK Space Agency e da Nasa. A pesquisa aponta que a turfa, presente globalmente, sofre com mudanças climáticas e pode intensificar incêndios.

A emissão de carbono do megaincêndio equivaleria a 85% da média anual das emissões de incêndios no Reino Unido entre 2001 e 2021. A comparação evidencia o impacto climático do episódio.

Contexto institucional

Adam Pellegrini, professor assistente, ressaltou que turfas de várias regiões têm vulnerabilidades distintas frente ao clima. O estudo enfatiza a proteção de turfeiras como reserva de carbono.

Ao longo de 2024, autoridades escocesas indicaram aumento de ameaças de incêndios florestais. Foi lançada uma estratégia para melhorar a coordenação entre serviços de emergência.

Este caso, relacionado aos incêndios de Dava e Carrbridge, reforça a necessidade de monitoramento frequente de turfas e de planos eficientes de resposta a emergências.

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