- Castores estão expandindo seu alcance para o Ártico ocidental canadense; estudo identifica o início da atividade por volta de 2008.
- A descoberta usa dois indícios independentes: anéis de crescimento em arbustos comidos e variações no nível de água captadas por imagens de satélite.
- Comunidades Inuvialuit relataram impactos, como assoreamento de córregos, bloqueio de rotas de viagem históricas e alterações na vegetação.
- Os pesquisadores destacam que os diques dos castores aceleram o aquecimento do permafrost, aumentando preocupações ambientais na região.
- A nova metodologia facilita monitorar a colonização e orientar decisões locais diante de mudanças rápidas no Ártico.
Beavers ampliam alcance no Ártico canadense. Um estudo recente identifica que os castores começaram a atuar na região Inuvialuit, no Ártico ocidental, por volta de 2008. A expansão ocorre em meio a clima mais quente e ao crescimento de arbustos que sustentam suas barragens.
Historicamente ligados a cursos d’água boreais, os castores castoriiformes (*Castor canadensis*) vêm sendo observados cada vez mais ao norte. A pesquisa sugere que o aquecimento climático e a disponibilidade de arbustos favorecem a construção de represas e moradias na tundra.
Comunidades locais perceberam o aumento da presença de castores, o que foi considerado um tema urgente para investigação pela pesquisadora principal Georgia Hole, da Durham University, no Reino Unido. O estudo foi conduzido enquanto ela ainda integrava a Anglia Ruskin University, também no Reino Unido.
Metodologia e evidências
Duas linhas independentes de evidência sustentam o recuo temporal: marcas nas cascas de salgueiros e alders, árvores exploradas pelos castores, que registram quando eles surgiram; e imagens de nível de água por satélite que mostram aumentos de inundações associadas às barragens.
Os pesquisadores explicam que as cicatrizes nas estruturas das plantas indicam o momento da invasão, enquanto as variações hidrológicas reforçam o quadro de atividades damáticas na região desde 2008. O alinhamento entre os dados reforça a conclusão do estudo.
Kevin Arey, guardião ambiental indígena e monitor local, relatou à CBC os impactos na vida tradicional. Castores alteram cursos de água, obstruem vias de pesca e caça e modificam a vegetação, afetando o modo de vida na região.
Perspectivas e impactos
Especialistas afirmam que os lagoas formadas pelos castores aceleram o aquecimento do permafrost, já sensível às mudanças climáticas. A nova abordagem de monitoramento facilita acompanhar essa colonização e orientar comunidades e tomadores de decisão.
Hole ressalta que a humanidade está diante de transformações rápidas no Ártico. A metodologia desenvolvida busca registrar mudanças que poderiam passar despercebidas sem acompanhamento técnico.
Fonte: estudo sobre colonização de castores no Ártico canadense e relatos de comunidades locais.
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