- Um zangão da família dos ichneumonídeos, com 3,5 milímetros de comprimento, coletado no início dos anos oitenta na região de Valdivia, Chile, foi encontrado em uma gaveta não organizada no Museu de História Natural de Londres e descrito como nova espécie e novo gênero.
- A espécie foi batizada Attenboroughnculus tau, em homenagem a David Attenborough, que completou cem anos em oito de maio.
- A taxonomia indica que pertence ao subgrupo Pedunculinae, que passa a ter quatro espécies conhecidas em quatro gêneros diferentes.
- O estudo foi liderado por Augustijn De Ketelaere, do Royal Belgian Institute of Natural Sciences, e o exemplar foi analisado no Museu de História Natural de Londres.
- Os autores ressaltam que pouco se sabe sobre Pedunculinae devido à escassez de trabalhos taxonômicos e esperam que as fotos publicadas incentivem novas consultas em coleções mundiais.
A pequena vespa Attenboroughnculus tau foi descoberta em um conjunto de coleções do Natural History Museum, em Londres. A espécie, medida em 3,5 milímetros, foi coletada na década de 1980 na província de Valdivia, no Chile, e permaneceu em uma gaveta sem classificação por mais de 40 anos.
A descrição foi feita por pesquisadores liderados por Augustijn De Ketelaere, do Royal Belgian Institute of Natural Sciences, após examinar o material no museu londrino. A vespa pertence à subfamília Pedunculinae, um grupo pouco estudado.
Com a inclusão de Attenboroughnculus tau, a Pedunculinae passa a ter quatro espécies em quatro gêneros, segundo o estudo. A equipe observa que há poucas informações disponíveis sobre o grupo, devido à escassez de trabalhos taxonômicos.
Os autores ressaltam que fotografias do Pedunculinae devem ampliar o conhecimento público sobre o tema. A divulgação busca incentivar pesquisadores globais a reavaliar acervos e encontrar novas contribuições para a compreensão da biodiversidade.
A nomeação do gênero Attenboroughnculus presta homenagem a David Attenborough, que celebrou seu centésimo aniversário em 8 de maio, pelas suas contribuições à divulgação da natureza. A instituição qualificou o gesto como reconhecimento aos impactos do naturalista.
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