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França busca destino para as duas últimas orcas após proibição de shows

França proíbe shows com cetáceos e encara o destino incerto de duas orcas em tanques deteriorados, entre transferência a parque ou santuário

Orcas saltando no Marineland, Antibes, França
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  • O Marineland de Antibes encerrou as atividades em janeiro de 2025, após cinquenta e cinco anos, deixando Wikie, cerca de vinte e cinco anos, e seu filho Keijo, treze anos, em tanques ainda usados e caros de manter.
  • Em 2021 a França aprovou lei que proíbe espetáculos com golfinhos e baleias; a regra entrou em vigor plenamente em 2025, tornando inviável o modelo de negócios do parque.
  • O parque continua com cerca de quarenta funcionários e custos de manutenção que chegam a milhões de euros por ano, apesar de as atrações estarem fechadas.
  • Existe um debate entre duas opções: enviar Wikie e Keijo para outro parque marinho (possivelmente o Loro Parque, nas Ilhas Canárias) ou instalá-los em um santuário marítimo no Canadá (Nova Escócia), onde viveriam com mais espaço e supervisão veterinária.
  • Autoridades enfrentam dificuldade de chegar a uma solução: governos e defensores divergem sobre o melhor caminho, com críticas à demora e ao risco de manter os animais em cativeiro ou, em caso extremo, ao sacrifício.

Após proibição de shows com cetáceos, França busca destino para duas últimas orcas em cativeiro

O Marineland de Antibes, próximo a Cannes, encerrou as apresentações e mantém Wikie, cerca de 25 anos, e seu filho Keijo, 13, em tanques. As autoridades discutem o futuro dos animais nascidos em cativeiro, sem vida no oceano.

O parque encerrou atividades em janeiro de 2025, após décadas de funcionamento. A decisão ocorreu em meio à pressão de movimentos e mudanças legais que restringem shows com cetáceos no país.

Wikie e Keijo ainda recebem cuidados diários, com cerca de 40 funcionários dedicados aos animais e a outros 12 golfinhos. Os custos anuais chegam a milhões de euros, enquanto a estrutura dos tanques mostra sinais de envelhecimento.

A França aprovou, em 2021, uma lei que proibiu espetáculos com golfinhos e baleias, entrando plenamente em vigor neste ano. O modelo de negócio tornou-se inviável para o Marineland, segundo a administração.

Segundo o parque, 90% dos visitantes buscavam as apresentações com cetáceos, fato que ajudou a justificar o fim das atividades. O local continua aberto a debates sobre o destino dos animais e renovação de operações.

Destino das orcas

Entre as alternativas, a mais provável é a transferência para outro parque, possivelmente o Loro Parque, nas Ilhas Canárias, que já abriga outras orcas. A ideia manteria Wikie e Keijo em ambiente semelhante ao anterior.

Críticos argumentam que a transferência manteria o modelo de entretenimento, sem solucionar o debate sobre bem-estar. Ativistas defendem a ideia de um santuário marítimo para as espécies.

Outra opção é levar as orcas a um santuário na Nova Escócia, Canadá. O projeto prevê uma baía cercada por redes, com alimentação e acompanhamento veterinário, em ambiente marinho maior que o tanque tradicional.

Embora receba apoio de organizações de proteção, o santuário ainda não está pronto. Especialistas questionam a adaptação de animais criados em cativeiro a um habitat mais natural.

A posição do governo e o futuro

Grupos de proteção acusam o governo de atrasos na tomada de decisão. O secretário de Estado reconheceu que não existe solução ideal e ressaltou que não há um santuário mágico.

Antes disso, houve resistência a enviar as orcas ao Japão, por questões de bem-estar animal. Uma transferência para a Espanha também encontra entraves nos planos oficiais.

Enquanto as discussões prosseguem, Wikie e Keijo permanecem no Marineland, onde a questão central é quem cuidará dos animais e para onde serão realocados, com base na viabilidade e no bem-estar.

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