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Paris troca carros por bicicletas e transforma suas ruas

Paris consolida transformação cicloviária sob Hidalgo, com ciclovias, vias compartilhadas e espaços públicos; motoristas resistem, mas a cidade aponta queda de poluição

Paris has shaken off its car-centric reputation amid improving air pollution levels.
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  • Paris mudou de eixo e entrou para a história com mais ciclovias, menos carros e mais espaços públicos desde que a prefeitura de Anne Hidalgo assumiu, em 2014.
  • A cidade ganhou centenas de quilômetros de ciclovias, plantou 155 mil árvores e transformou 300 ruas escolares em áreas para pedestres.
  • Os bancos do rio Sena foram interditados para carros, parte de uma agenda de tornar a cidade mais respirável e segura para quem anda a pé ou de bike.
  • Mesmo assim, há resistência de motoristas e o faturamento de políticas públicas é alvo de debates, com referendos sobre tarifas de estacionamento de SUVs e mais áreas pedonais registrando baixa participação.
  • Hidalgo deixa o cargo com reconhecimentos pelo avanço, enquanto o novo prefeito, Emmanuel Grégoire, assume o desafio de manter a agenda de mobilidade urbana, diante de críticas e variações entre os bairros.

Paris acelera a transformação de ruas para bicicletas, reduz o espaço para carros e reverteu parte da paisagem urbana ao longo de uma década sob a gestão de Anne Hidalgo. A cidade criou ciclovias, ampliou calçadas e tornou áreas antes ocupadas por veículos em áreas de convivência pública.

Durante esse período, foram plantados cerca de 155 mil árvores, várias centenas de quilômetros de ciclovias foram criados e ruas escolares ganharam priorização de pedestres. Além disso, as margens do Sena foram liberadas de carros em algumas áreas, abrindo espaço para pedestres e ciclistas. Em paralelo, vagas de estacionamento viraram espaços verdes ou de convivência urbana.

Corentin Roudaut, morador de Paris, passou de receoso a ciclista frequente após a instalação de uma ciclovia segregada na Boulevard Voltaire, no 11º arrondissement. Hoje trabalha como voluntário em um coletivo de ciclistas e afirma que a cidade ganhou segurança e amplitude para o uso da bicicleta.

O movimento de transformação enfrentou resistência entre motoristas e eleitores. Em referendos anteriores, houve mobilizações para ampliar cobranças a SUVs e para ampliar a pedonalização de ruas escolares, com participação eleitoral variável. Campanhas de oposição criticaram a perda de espaço viário, enquanto apoiadores destacaram benefícios ambientais e de segurança.

A transição também dialogou com a política nacional: a gestão Hidalgo é citada como referência de cidades progressistas diante de políticas ambientais que tiveram recuos em outros governos. Enquanto isso, a prefeitura de Paris está concluindo o ciclo administrativo de 12 anos, com o prefeito Emmanuel Grégoire assumindo a gestão municipal.

Especialistas lembram que a transformação não se limita ao centro da cidade. O perímetro metropolitano tem áreas com grande dependência de automóveis, ainda conectadas por uma ring road de alta circulação. Analistas destacam que a continuidade de políticas de mobilidade dependerá de decisões sobre infraestrutura de trânsito nas periferias.

A cidade brasileira de referência para o tema aponta os resultados positivos de reduzir emissões e ampliar circulação segura para pedestres e ciclistas. Pesquisadores ressaltam que, para avançar, é preciso manter o equilíbrio entre acessibilidade, qualidade do ar e convivência urbana, mesmo diante de desafios políticos.

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