- Várias prefeituras de Sydney manifestaram preocupação com o impacto dos datacenters na habitação, energia e água, além de questões de saúde e ambiente, em uma comissão de NSW.
- Lane Cove Council relatou aumento de brownouts e blackouts em Lane Cove West com a expansão de datacenters, além de barulho potencialmente disruptivo para moradores e fauna e uso de geradores a diesel.
- City of Ryde disse que doze datacenters em Macquarie Park competem diretamente com oportunidades de desenvolvimento residencial em áreas com bom acesso a transporte público.
- Penrith City Council pediu pausa nas novas aprovações até entender melhor os impactos de serviços de utilidades (água e energia) no curto e longo prazo, com Sydney Water enfrentando limitações de abastecimento.
- O Western Sydney Regional Organisation of Councils alertou para efeitos cumulativos de barulho, calor e emissões sem planejamento coordenado, podendo pressionar redes elétricas, água e bairros e atrasar a entrega de moradias e infraestrutura.
Os conselhos de Sydney expressaram preocupação com o crescimento de datacentres na região, argumentando que isso pode reduzir oportunidades de habitação, aumentar o uso de energia e pressionar serviços públicos. Comissões de NSW ouvem relatos sobre impactos na saúde, no ambiente e na qualidade de vida.
Relatos de várias autoridades locais indicam que clusters de datacentres competem diretamente com áreas elegíveis para construção de moradias, especialmente em locais com acesso a transporte público. O Lane Cove Council apontou aumento de blecautes e ruídos como problemas para moradores e fauna local.
Na área de Macquarie Park, o City of Ryde descreveu um conjunto de doze datacentres que concorre com oportunidades de desenvolvimento residencial próximo a estações de metro, citando uma unidade em Lane Cove Road como potencialmente adequada para novas moradias em um aglomerado bem servido.
A água e a energia aparecem como gargalos. A Sydney Water afirma que a expansão dos datacentres pode atrasar projetos habitacionais já aprovados, por falta de capacidade de abastecimento. O Penrith City Council pediu pausa nas aprovações até entender impactos de utilidades a curto e longo prazo.
O Western Sydney Regional Organisation of Councils ressalta que impactos de ruído, calor e emissões costumam não ser avaliados de forma integrada, o que pode agravar pressão sobre redes elétricas, água e meio ambiente da região. A organização pede planejamento coordenado para facilitar habitação e infraestrutura.
Dados de autoridades apontam que, se todos os projetos do NSW Planning Portal forem aprovados, a demanda de energia dos datacentres seria de cerca de 4,4 gigawatts, equivalente ao consumo de até 10 milhões de residências, e exigiria até 25% da água potável da cidade até 2035. Estima-se ainda consumo adicional de 250 milhões de litros por dia para esse período.
A indústria de datacentres argumenta que as necessidades estão ligadas ao resfriamento e ao uso de água para refrigeração. O setor afirma já buscar acordos de compra de energia com fontes renováveis e defender o uso de água não potável reciclada, desde que haja acesso a água a preço viável pela Sydney Water.
Em meio a pressões públicas e governamentais, o NSW Inquiry vai manter o foco em habitação, uso do solo e impactos comunitários. Autoridades destacam a necessidade de diretrizes e planejamento para evitar impactos negativos sem frear o desenvolvimento tecnológico.
O que está em jogo
- Custo de infraestrutura: energia, água e redes de transporte precisam acompanhar o crescimento.
- Habitação: concorrência com áreas elegíveis para moradias em locais com boa acessibilidade.
- Saúde e bem-estar: ruídos, calor e uso de geradores de reserva são pontos de preocupação.
Dados-chave citados
- 4,4 gigawatts de energia para todos os datacentres propostos, potencial consumo de 10 milhões de residências.
- Até 25% da água potável de Sydney pode ser demandada até 2035.
- A Sydney Water sinaliza possibilidade de ampliar a capacidade de dessalinização para mitigar riscos de abastecimento.
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