- Koalas na Kangaroo Island vivem livres da chlamídia, oferecendo esperança de sobrevivência, mas com gargalo genético devido à baixa diversidade.
- Pesquisadores tentam aumentar a diversidade genética da população local antes de possíveis reintroduções no continente.
- A iniciativa envolve trazer machos geneticamente saudáveis da natureza extramuros para acasalar com fêmeas da ilha, em áreas florestais protegidas.
- O progresso utiliza cercas e monitoramento por coleiras para controlar cruzamentos e ampliar a variação genética sem risco de reinfecção.
- A meta é iniciar repovoamento, tanto no Flinders Chase National Park quanto em áreas do continente, até 2027.
Aislamiento, doença e conservação convergem na ilha australiana de Kangaroo. Em Belair National Park, equipes de pesquisa monitoram koalas com suspeita de chlamydia, uma enfermidade que afeta a visão, fertilidade e respiração. Enquanto isso, Kangaroo Island abriga uma população sem o vírus, vista como trunfo para a espécie, porém com baixos níveis genéticos.
A ideia central é fortalecer a diversidade genética dos animais da ilha para evitar um colapso populacional. Cientistas identificam riscos de extinção por deriva genética e endogamia, que aumentam com populações pequenas e isoladas. A estratégia envolve manejo genético em larga escala.
A instituição The Koala Sanctuary nasce para proteger o habitat de cerca de mil indivíduos, em terreno próximo ao Flinders Chase National Park. Em 2024, o projeto recebeu apoio financeiro e passou a adquirir terras para evitar desmatamento.
Plano de resgate genético
Para aumentar a variabilidade, pesquisadores planejam introduzir machos geneticamente saudáveis da população continental. A prática busca reduzir a endogamia e permitir a reprodução natural no parque e em áreas remanescentes na ilha.
Após alcançar a diversidade necessária, a tática é liberar animais geneticamente saudáveis em regiões do continente com baixa incidência de chlamydia. Países vizinhos já demonstram interesse em futuras reintroduções.
O esforço envolve monitoramento com colares de rádio e zonas de interação controladas entre os animais. O objetivo é levar, ao longo dos próximos anos, a uma população de koalas resistente à doença e com genética equilibrada.
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