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Quem cede terras para as soluções climáticas globais?

Estimativas apontam que 13% das áreas de biodiversidade importantes coincidem com terrenos para remoção de carbono, destacando conflito entre florestação e habitats

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  • Estudo publicado na revista Nature Climate Change analisa cinco modelos de remoção de carbono por reflorestamento e plantações de bioenergia, apontando que cerca de 13% de áreas de biodiversidade globais se sobrepõem a terras designadas para remoção de carbono.
  • Pesquisadores mapearam onde esses modelos indicam remoção de carbono e cruaram isso com habitats importantes de vida selvagem, abrangendo aproximadamente 135 mil espécies.
  • Evitar zonas de biodiversidade limitaria bastante a área disponível para remoção de carbono, potencialmente reduzindo-a pela metade até a metade do século.
  • A remoção de carbono não deve ser encarada como oposição; ela pode manter ou até ampliar habitats para biodiversidade, dependendo de como os ecossistemas se recuperam com o tempo.
  • A distribuição das terras para remoção de carbono é desigual, com boa parte no sul global, o que levanta questões de justiça e reforça que reduzir emissões continua a meta central.

O estudo analisa como plantações de árvores e culturas de bioenergia com captura de carbono podem exigir grandes áreas de terra. A intenção é mitigar o aquecimento global, ao mesmo tempo em que preserva a biodiversidade, mas há tensões potenciais entre ambos.

Pesquisadores mapearam, para cinco modelos climáticos, onde há maior probabilidade de remoção de carbono por meio de florestamento ou plantações. Em seguida, cruzaram esses locais com áreas de alta importância biológica.

A equipe liderada por Ruben Prütz, do Potsdam Institute for Climate Impact Research, avaliou cerca de 135 mil espécies, incluindo fungos e invertebrados, além de plantas e vertebrados. O objetivo é entender impactos mais amplos.

Os resultados mostram que 13% das áreas criticamente biodiversas se sobrepõem a terras previstas para remoção de carbono. Evitar hotspots reduziria, em média, a área disponível para tais projetos pela metade até a segunda metade do século.

Os autores enfatizam que o estudo não desaconselha a remoção de carbono, pois florestas ajudam a reduzir o aquecimento. Em cenários favoráveis, pode haver até 25% mais habitat para a biodiversidade com remoção em larga escala.

Além disso, a pesquisa aponta uma distribuição desigual das terras para remoção de carbono, com grande parte no Sul Global. Isso levanta questões sobre equidade, já que as nações ricas historicamente contribuíram mais para as emissões.

Para muitos cientistas, a mensagem é simples: a remoção de carbono pode auxiliar, mas a redução de emissões continua essencial. O estudo sugere caminhos, sem fechar portas para estratégias de mitigação.

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