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Grupo federal isenta perfuração no Golfo do México de regras de espécies ameaçadas

Comissão federal dos EUA aprova isenção da Lei de Espécies Ameaçadas para perfuração no Golfo do México, sob críticas de que pode condenar a baleia Rice's à extinção

A Rice's whale, or which only 51 remain, swims off the coast of Texas in the Gulf of Mexico in 2024.
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  • Um comitê federal exemptou a perfuração de petróleo e gás no Golfo do México das regras da Lei de Espécies Ameaçadas, em decisão unanime.
  • A autorização atendeu ao pedido do secretário de Defesa, Pete Hegseth, argumentando riscos à segurança nacional devido a litígios ambientais.
  • Críticos e grupos ambientais afirmam que a medida pode levar à extinção da baleia Rice’s, com apenas cerca de 51 indivíduos, além de afetar outras espécies marinhas.
  • O comitê é chefiado pelo secretário do Interior, Doug Burgum, e incluiu integrantes de várias pastas; a votação ocorreu nesta terça-feira.

O painel administrativo dos EUA aprovou uma exceção à Endangered Species Act (ESA) para a perfuração de petróleo e gás no Golfo do México. A decisão permite que atividades no golfo ocorram sem seguir as proteções para espécies em risco, conforme solicitado pelo secretário de Defesa. A medida ocorre em meio a críticas de que poderia colocar espécies marinhas sob risco, entre elas a baleia Rice’s.

A votação foi unânime entre os membros presentes, incluindo o secretário de Interior, Doug Burgum, o secretário de Agricultura e o secretário do Exército, além de outros integrantes-chave. Pete Hegseth, que lidera a comissão, afirmou que a exceção é necessária por motivos de segurança nacional diante interrupções de energia e litígios ambientais que atrapalham o fornecimento doméstico.

Segundo avaliadores, a decisão pode afetar a proteção de várias espécies no Golfo, incluindo baleias, tartarugas marinhas e esturjões, com risco de impactos como encalques e acidentes com navios. Organizações ambientais prometem contestar juridicamente a medida.

Contexto e implicações

A baleia Rice’s, com apenas cerca de 51 indivíduos estimados, está entre as espécies mais vulneráveis da região. A Deepwater Horizon, em 2010, é citada como marco de devastação ambiental que agravou o quadro de vida marinha no golfo. A decisão acompanha outros movimentos do governo voltados a ampliar a produção de combustíveis fósseis.

O comitê, criado em 1978 para autorizar exceções quando não há alternativa econômica, reuniu-se pela primeira vez em décadas para este tema. Além de Burgum e Hegseth, o grupo contou com a participação de autoridades da Agência de Proteção Ambiental e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. A administração sustenta que a medida pode reduzir custos para famílias americanas.

Organizações ambientais disseram que irão aos tribunais para contestar a decisão, afirmando que a medida reduz proteções legais e aumenta o risco de danos a espécies protegidas. Pesquisadores destacam ainda que a análise de impacto ambiental de 2025 já apontava riscos para várias espécies do golfo.

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