- Baleia-encalhada no mar Báltico, na Alemanha, está mais fraca e as chances de retornar ao Atlântico diminuem, apesar de várias tentativas de resgate nesta semana.
- Foi criada uma área de 500 metros ao redor da baleia para descanso, em Wismar, com o cetáceo ainda preso na areia.
- O ministro do meio ambiente do estado de Mecklenburg-Pomerânia, Till Backhaus, afirmou que, se ela recuperar a força, pode partir, mas destacou que está enfraquecida e pode ter ferimentos por contato com redes de pesca.
- Esforços anteriores de resgate envolveram escavadeira e barcos para criar grandes ondas e ajudar a baleia a se libertar, recebendo ampla cobertura da mídia.
- As perspectivas de sobrevivência são baixas; especialistas observam menor atividade, queda na frequência respiratória e pouca reação à aproximação, e a baleia, se sobreviver, precisaria retornar ao Atlântico via o Oceano do Norte, cerca de 500 quilômetros ainda pela frente.
O mamífero marinho, uma baleia-jubarte, continua presa na Baía de Lübeck, no mar Báltico, Alemanha. O animal está mais fraco e as autoridades temem que não consiga retornar ao Oceano Atlântico, mesmo após várias tentativas de resgate.
Uma área restrita de 500 metros foi estabelecida ao redor da baleia para permitir descanso. A região fica em torno de Timmendorfer Strand e Wismar, na região de Mecklenburg-Pomerânia. A medida visa evitar interferência durante a recuperação.
Segundo Till Backhaus, ministro do Meio Ambiente de Mecklembarquia-Pomerânia Ocidental, há esperanças de que a baleia recupere forças para deixar a área e seguir viagem. Ainda assim, ele alerta para o estado debilitado do animal.
Históricos de resgate indicam que a baleia, com 12 a 15 metros, ficou presa em uma banco de areia. Técnicas com escavadeira e barcos ajudaram a gerar ondas para facilitar a saída, em tentativas ao longo da semana.
Entrevistados descrevem queda na atividade do animal e redução acentuada da respiração. A baleia não reage mesmo quando equipes se aproximam, indicando deterioração do estado de saúde. A origem do deslocamento ainda não é clara.
Especialistas apontam que a água do Báltico não tem sal suficiente para sustentar a baleia a longo prazo. Há ainda sinais de lesões na pele e dificuldades para encontrar a nutrição adequada. Em caso de sobrevivência, o caminho seria o Atlântico pelo Mar do Norte.
De acordo com Burkard Baschek, diretor do Museu Marítimo Alemão, a situação é crítica: a passagem pelas estreitas águas ruma aos 500 quilômetros restantes, tornando a trajetória um desafio técnico e com chances reduzidas de sucesso.
A baleia foi avistada pela primeira vez no Báltico em 3 de março, e relatos de encalhe surgiram na semana passada. A operação de resgate mobilizou equipes locais e captou a atenção do público, com cobertura da mídia e atualizações ao vivo.
Fontes: imprensa internacional acompanham o caso, com informações do Associated Press. O desfecho permanece incerto, sem confirmação de retorno à água salgada do Atlântico.
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