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No Nepal, pressão por reformas aumenta em zonas-tampão

Chamadas por reformas nas zonas-tampão de parques nacionais do Nepal crescem para enfrentar conflitos homem-bicho e restrições a infraestrutura e participação local

Residents of a buffer zone collecting firewood. Image by Abhaya Raj Joshi/Mongabay.
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  • Em Nepal, 1.217 moradores de comunidades próximas ao Banco National Park abstiveram-se de votar nas eleições parlamentares realizadas em 5 de março de 2026, protestando contra a gestão de animais selvagens e a falta de atenção às suas dificuldades.
  • As áreas de buffer zone são zonas-designadas ao redor de parques nacionais, criadas para co-gerência entre comunidades locais e autoridades de conservação, com regras específicas de uso de recursos naturais.
  • Críticos dizem que o programa foca mais nos benefícios para poucos e impõe restrições que travam infraestrutura, saúde, educação e transporte, aumentando a insatisfação entre os moradores.
  • A discussão envolve o poder do chefe de guarda florestal e a suposta sobreposição de decisões entre a wardens e o conselho das buffer zones, gerando desconfiança e acusações de falta de participação efetiva das comunidades.
  • Há pressão por reformas legais, com pedidos para readequar normas, ampliar participação local na gestão de recursos e reverter a queda na fatia de recursos destinada aos projetos comunitários, além de expectativas de mudanças com o retorno do parlamento.

BARDIYA, Nepal — Em comunidades ao redor de parques nacionais no oeste do país, 1.217 moradores deixaram de votar no pleito parlamentar de 5 de março de 2026, citando desatenção às pessoas afetadas pela vida silvestre. A abstinção ganhou repercussão nacional e aponta para tensões com o programa de zonas-tampão.

As zonas-tampão foram criadas em 1996 para envolver a população local na conservação de espécies como tigres, rinocerontes e leopardos. Hoje, moradores dizem que o regime restringe o acesso a recursos, aumenta a burocracia e favorece uma minoria, enquanto a infraestrutura não evolui. O objetivo formal é equilibrar proteção ambiental e participação comunitária.

Desafios de governança e consequências locais

Críticos afirmam que o poder do guarda-chefe das áreas protegidas é excessivo e, em muitos casos, interfere em decisões da própria council regional das zonas-tampões. A participação comunitária é vista como fraca e há relatos de vigilância por parte de comitês indicando influência indevida do staff.

Dados oficiais apontam conflitos entre humanos e animais silvestres, com mortes, ferimentos e prejuízos a plantações no último ano fiscal. A compensação paga pelo governo some a valores que, segundo moradores, não chegam a quem realmente sofre com os incidentes.

Infraestrutura e desenvolvimento sob restrições

A restrição a obras de infraestrutura é um tema recorrente. Estradas pavimentadas, linhas elétricas subterrâneas e pontes exigem licenças demoradas, o que impede o acesso a serviços básicos como saúde, educação e mercados. Em Madi, a necessidade de consolidar vias de acesso torna-se particularmente urgente.

A participação da comunidade na repartição de receitas também mudou com a federação do Nepal em 2015. A cota dos comitês de zonas-tampão caiu de 30-50% para cerca de 20%, reduzindo fundos para projetos locais de desenvolvimento.

Turismo e distribuição de benefícios

O turismo nas zonas-tampão trouxe oportunidades de emprego em hospedagem e alimentação, mas muitos moradores argumentam que os benefícios não compensam as perdas com conflitos com a fauna. Questões de acesso e custos de visitação também limitam o potencial de ganhos para comunidades mais remotas.

Alguns residentes defendem redução de tarifas de entrada para turistas estrangeiros que visitam áreas como Madi, para facilitar o fluxo de visitantes e ampliar os benefícios econômicos locais.

Reivindicações por reformas

Moradores que atuam na defesa de reformas têm visitado a capital para pressionar mudanças na lei. Eles destacam a necessidade de emendas para ampliar a participação local e simplificar procedimentos. O tema já chegou ao parlamento, mas alterações legislativas ainda não foram aprovadas.

Especialistas veem a necessidade de alinhar a legislação à realidade atual, mantendo a conservação, mas assegurando direitos de uso de recursos e participação comunitária efetiva. O debate segue aberto, com pedidos de reavaliação das zonas-tampão ao longo do tempo.

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